Cortes de verba na educação mobilizam universitários em João Monlevade

Nesta quarta-feira (15),universitários de João Monlevade dos campus da Ufop e da Uemg foram para rua em João Monlevade em protesto contra o corte na educação, proposto pelo governo federal, e que afeta diretamente as universidades públicas. O movimento começou no centro da cidade e nem mesmo a chuva atrapalhou a manifestação. Professores integraram a ação, que terminou na Câmara de Vereadores.

Manifestantes caminharam debaixo de chuva (Heverton Elias)

No Legislativo, a presidente do Diretório Acadêmico da Uemg, Lavínia Linhares de Oliveira, usou a Tribuna do Legislativo e cobrou dos parlamentares um posicionamento sobre a falta de estrutura e apoio da administração pública com a unidade e também sobre o corte no orçamentos das universidades federais.

Presidente do Diretório Acadêmico da Uemg, Lavínia Linhares de Oliveira (Bell Silva)

A universitária pediu que os vereadores façam um voto de repúdio pela decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro. Ela pontuou também que é preciso que a Casa ajude na conscientização da comunidade sobre a importância das universidades na cidade. Isso porque é gerado renda e movimentação da economia. “Geramos recursos para supermercados, farmácias e cidade não reconhece. Tem que partir da Câmara ajudar neste reconhecimento”, disse. Ela convidou os vereadores para conhecerem o que as universidades a João Monlevade. Como exemplo citou Empresas Juniores e a importância de projetos de extensão que são realizados na comunidade.

A estudante criticou ainda o corte no vale transportes dos alunos, pela Secretaria de Educação, no ferido do mês de abril e apontou que muitos não puderam ir à aula por não ter condição de pagar a passagem. Ainda conforme relatos de Lavínia, reclamações sobre o transporte dos universitários foram reportadas à empresa Enscon – responsável pelo transporte público – e providencias não foram tomadas sob alegação de que os universitários não seriam prioridade. A presidente do Diretório Acadêmico reclamou também da falta capina no entorno da Uemg, iluminação e policiamento.

O Sintramon – sindicato que representa os servidores públicos de João Monlevade – também participou do movimento. Maria do Sagrado Coração Rodrigues foi a porta-voz da entidade e endossou o discurso de Lavínia. Além de criticar o corte na educação, a sindicalista que é professora, falou sobre outra proposta do governo federal que é a Reforma da Previdência. Ela criticou a iniciativa ponderando que as mulheres serão prejudicadas com a ação. A professora pediu aos vereadores que se posicionem sobre a questão cobrando dos deputados federais o boicote à votação da proposta.

Maria do Sagrado Coração Rodrigues foi a porta-voz do Sintramon

Leles Pontes (PRB), presidente da Câmara, determinou que a Comissão de Educação da Casa apure a reclamação dos universitários sobre o transporte escolar. O mesmo deve ocorrer coma Comissão de Segurança. Nessa quinta-feira (16), a Comissão de Transporte e Defesa do Consumidor se reúnem com representantes da Enscon e do Setor de Trânsito e Transporte (Settran) para discutirem também sobre o transporte dos universitários.

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