Em Barão, famílias desalojadas pela Vale terão que esperar até 90 dias para conseguir uma casa alugada

Moradores retirados de suas casas por conta do risco de rompimento da barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, terão que esperar até 90 dias para conclusão do processo de locação de residências. Cerca de 500 pessoas foram evacuadas das comunidades de Socorro, Piteiras, Tabuleiro e Vila Gongo, e estão instaladas em hotéis da região há 40 dias.

Segundo Flávia Soares, responsável pela área social da Vale, 23 casas já foram alugadas para os desalojados, e outras 27 residências se encontram em fase de negociação para o mesmo fim.

A informação foi repassada no início da semana em reunião entre políticos, comunidade e representantes da Vale. O encontro foi realizado na quadra da sede do Cras, promovida pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados a partir de uma iniciativa do prefeito municipal Décio dos Santos.

Com duração de quase quatro horas, o debate público serviu para discursos e afinamento do cronograma de ações, que são de responsabilidade da Vale, para mitigar os problemas impostos aos moradores das áreas onde um possível rompimento poderia atingir.

Os moradores evacuados pontuaram a necessidade da retirada de bens materiais, documentos e objetos pessoais, que ainda se encontram nas casas ‘abandonadas’ às pressas e que não puderam ser resgatados. Outro questionamento muito difundido no debate, e não respondido pela empresa, tratou-se do prazo para o ‘descomissionamento’ da barragem Sul Superior, que ainda se encontra no nível 2 de risco.

O gerente geral da Vale na região, Fernando Carneiro, informou que cada barragem necessita de um estudo diferente para esse processo, e que a empresa fará uma apresentação ainda este mês de um ‘projeto conceitual’ específico sobre a barragem instalada próxima ao logradouro de Socorro.

“Somente depois de um cronograma estabelecido é que poderemos estabelecer um prazo para ‘descaracterizar’ a barragem Sul Superior”, disse o gerente.

Uma série de pedidos foram apresentados durante o encontro. Eles fazem parte de um documento elaborado pela comissão de moradores, composto de 22 questionamentos.

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