A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), lançou dois documentários curtas-metragens produzidos pela Comissão da Verdade em Minas Gerais (Covemg), com coprodução da Vagalume Filmes.

Os filmes fazem parte dos produtos que a Covemg se comprometeu a entregar à sociedade, como forma de prestar contas dos trabalhos realizados, incorporando em produtos audiovisuais parte do material coletado no decorrer de suas pesquisas.

O documentário “Comissão da Verdade em Minas Gerais” (HD – 2018 – 8min10s) é um vídeo institucional, que mostra, de modo didático, o conceito da pesquisa e o significado de uma comissão da verdade, bem como narra o percurso da Comissão da Verdade em Minas Gerais, a partir de depoimentos inéditos de conselheiros e pesquisadores do colegiado.

Já o “Vozes da Resistência” (HD – 2018 – 23min52s), foi produzido a partir dos testemunhos coletados pela Covemg desde 2013, quando os trabalhos de pesquisa do órgão foram iniciados. É um filme que busca revelar alguns aspectos da ditadura em Minas Gerais, a partir de casos relatados por quem vivenciou o período.

Os documentários são resultado de mais de quatro anos de trabalhos da Covemg e foram produzidos a partir do projeto de pesquisa Direito à Memória e à Verdade, firmado a partir de convênio entre Covemg, Fapemig, Sedpac, Sedectes e UFMG.

Apesar de a comissão ter entregado seu Relatório Final (disponível online) à sociedade civil em 13 de dezembro do ano passado, e encerrado seus trabalhos oficialmente em 8 de fevereiro deste ano, o projeto Direito à Memória e à Verdade continua funcionando junto à Sedpac.

Entre os objetivos da produção dos documentários está a necessidade de demonstrar os riscos que toda sociedade democrática corre ao abrir margem para práticas autoritárias.

Vários locais de repressão e resistência e personalidades que atuaram na capital mineira e em cidades como Nova Lima, Governador Valadares, Juiz de Fora,Bonfinópolis e Unaí, entre outras, aparecem nas imagens do filme “Vozes da Resistência”, que ainda faz uso de fotografias de época.

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