Mato toma conta do bairro José de Alencar, moradores reclamam e Prefeitura não se manifesta

Os casos de dengue são alarmantes em Minas Gerais. Segundo último boletim epidemiológico, até o momento, foram contabilizadas 38 mortes no estado e mais de 247 mil casos prováveis. Em João Monlevade, são 420 casos, com uma morte confirmada e outros três ainda em processo de análise.

Diante desse cenário, a população monlevadense está apreensiva com o avanço da doença na cidade.

A moradora do bairro José de Alencar e funcionária da Escola Estadual Rúmia Maluf, que fica no bairro Satélite, Marilene Barcelos Dias, 58 anos, procurou a nossa reportagem para expor sua preocupação com a crise endêmica na em João Monlevade.

Segundo ela, uma aluna da escola, de apenas 10 anos, está internada no Hospital Margarida, com suspeita de dengue hemorrágica. Outros quatro funcionários da Rúmia Maluf também teriam contraído dengue nesse ano. Ainda conforme a educadora, na área externa da escola há muita sujeita, o que contribui com a proliferação do mosquito transmissor da dengue – o Aedes aegypt.

Como é moradora do bairro José de Alencar, Marilene falou também do perigo que ronda o bairro, na região do pomar municipal. “O pomar está abandonado, cheio de mato e sujeira por todo lado. Nas casas próximas é comum aparecer ratos, cobras, baratas e escorpiões. A prefeitura não limpa o local e muitos moradores jogam entulhos lá. Tem que ter uma fiscalização e multar essas pessoas, quando identificadas”, disse a servidora que completou. “Não adianta a prefeitura distribuir panfletos, fazer campanhas se nem as áreas que pertencem a ela são limpas. Não estou dizendo que a dengue é culpa da prefeita, mas a Prefeitura tem que exercer com eficiência a parte dela”, pontuou Marilene.

A Prefeitura foi procurada para comentar as questões, mas até a postagem dessa reportagem não havia se manifestado.

Bairro José de Alencar tem mato para todo lado

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui