Nasa trabalha para ter colônia sustentável na Lua em 2028

A chegada do homem à Lua, no dia 20 de julho de 1969, só foi possível porque a tecnologia permitiu. Equipamentos usados pelos astronautas naquela época, hoje fazem parte do nosso dia a dia.

Entre eles, os computadores de bordo de aviões e carros; a comida armazenada a vácuo, que dura muito mais tempo; mantas térmicas, com aquela aparência de papel laminado, muito usadas no fim de maratonas e em resgates; sistemas de amortecimento contra terremotos; e baterias recarregáveis para aparelhos auditivos.

Chegar à Lua trouxe conhecimentos sobre a formação da Terra e do Sistema Solar, mas frustrou quem imaginava que o satélite seria uma fonte de recursos, como avalia o astrônomo Eugênio Reis.

A última missão tripulada à Lua foi a Apollo 17, de 1972. Desde então, volta e meia alguém fala em explorar o terreno lunar ou fazer turismo. Até agora, são opções pouco viáveis.

O engenheiro do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho trabalha com a construção de foguetes e chama atenção para o alto custo da exploração.

Cada quilo de rocha lunar trazido à Terra custou algo entre US$ 400 milhões e US$ 650 milhões.

Já que não existem motivos para explorar comercialmente a Lua, ao que tudo indica está na hora de usar o satélite como trampolim. A Nasa anunciou que astronautas vão voltar a pisar na Lua em 2024 e, em 2028, deve instalar uma colônia sustentável, para permitir a Missão Marte, já na década seguinte.

O astrônomo Roberto Costa afirma que ter uma base lunar pode ser fundamental para nos levar além.

Para o engenheiro Bezerra Pessoa, as missões espaciais tiveram outro efeito. Ver a Terra flutuando na escuridão do Universo despertou uma consciência ecológica de que precisamos preservar os recursos e respeitar as vidas que existem por aqui.

Se hoje pensamos na Lua como rota para Marte, há 50 anos as missões Apollo nos levaram a descobrir a nós mesmos.

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