Pacientes sofrem com falta de alimentos para dieta por sonda em João Monlevade

O presidente da Comissão de Saúde, vereador Revetrie Teixeira (MDB) lamentou a situação e falou em descaso com os pacientes por parte da administração municipal
Pacientes da rede pública de saúde de João Monlevade sofrem com a suspensão do fornecimento de alimentos para sua dieta enteral — feita por meio de sonda. As reclamações ganharam repercussão em rede social e programa da rádio Comunicativa.
A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde do município nesta semana e foi motivo de grandes críticas por parte dos vereadores da cidade durante reunião da Câmara, na última quarta-feira (7).
Uma das pacientes afetadas é uma criança de dois anos. A mãe dela, Eloisa Rodrigues Santos, precisou alimentar a criança com apenas água nesta semana por falta da dieta enteral “Nutrem Júnior”, que é fornecida pela Prefeitura.
A menina usa uma sonda nasoentérica para se alimentar por ser portadora de microcefalia, paralisia cerebral e epilepsia.  Sem receber o alimento especial para a filha desde o mês passado, a mulher tem recebido doações. Uma lata da dieta custa cerca de R$ 80 e dura três dias. Além da criança, há outros pacientes em João Monlevade na mesma situação.
Na Câmara, o presidente da Comissão de Saúde, vereador Revetrie Teixeira (MDB) lamentou a situação e falou em descaso com os pacientes por parte da administração municipal. “Os pacientes estão sendo deixados de lado e isso pode custar a vida de alguém”, desabafou.  O vereador pontuou ainda que por conta da falta das dietas, a nutricionista da Prefeitura, tem sido ameaçada pelo telefone por usuários revoltados. Ele lamentou a situação e enfatizou que a compara dos alimentos não depende da profissional.
Outro integrante da Comissão de Saúde que ponderou sobre a questão foi o vereador do PT, Belmar Diniz. Ele comentou sobre a morosidade do processo licitatório para compra das dietas enterais e afirmou que por saber dessa demora, a administração deveria ter outra solução para o problema.
 
O outro lado
Em nota, a Prefeitura de João Monlevade informou que “sempre atendeu – e atende – os pacientes com demandas diversas como dietas enterais, fraldas geriátricas e especiais, bem como medicamentos de referência, independentemente de procedimento judicial. As compras para os fornecimentos dependem de processo de licitação, os quais demandam tempo, em conformidade com a complexidade de cada processo”. Ainda conforme a nota, licitações para compra da alimentação estão em andamento. No entanto, o texto não informa quando será o processo em outra ação que a administração tem tomado para amenizar a questão.

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