Pai espanca bebê até a morte por causa de choro

Iago Lourenzo (Reprodução EPTV)

A polícia investiga a morte do bebê Iago Lourenzo, de apenas três meses, ocorrido anteontem (27), na cidade de Andradas, no Sul de Minas Gerais. No Instituto Médico-Legal (IML) foi constatado que a criança tinha lesões em todo corpo. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de homicídio qualificado. O pai do menino é suspeito de ter agredido a criança até a morte por causa do choro.

Segundo a polícia, os pais levaram a criança ao Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Andradas durante a madrugada de quarta dizendo que ele tinha ficado com a respiração fraca. O bebê chegou morto a unidade de saúde e os médicos viram lesões no corpo do bebê e acionaram a Polícia Militar, que registrou o Boletim de Ocorrência e passou o caso para a Polícia Civil.

Os pais foram ouvidos pela Polícia Civil e a princípio negaram qualquer agressão a criança, mas depois a mãe, de 19 anos, acabou confessando que o marido dela, que é pai do bebê, agrediu o filho antes dele morrer.

A criança teria sido agredida entre 2 e 3 horas, conforme depoimento da mãe da criança. Ela disse que o homem jogou a criança no sofá e não contente, deu várias joelhadas no abdômen da criança. Depois disso ainda jogou o menino no berço e ele bateu a cabeça na madeira.

Segundo a mãe ela ouviu as agressões e não faz nada. Ela teria colocado a criança para dormir e somente na madrugada viu que os batimentos cardíacos do filho estavam fracos e que ele respirava mal.

O pai, de 23 anos, não quis dizer nada durante o depoimento e permaneceu calado. O casal não demonstrou sofrimento com a perda do filho e permaneceram na delegacia prestando depoimento enquanto a criança era velada.

O menino foi enterrado, nesta quinta-feira (28), na cidade de Santo Antônio do Jardim que fica no interior de São Paulo e é o município de origem do casal. Ao delegado os suspeitos disseram que vieram para Minas para trabalhar. O homem é lavrador e a mulher é dona de casa.

O inquérito sobre o caso deve ficar pronto em 30 dias. A polícia deve ouvir vizinhos e familiares do casal para saber se houve agressões anteriores a vítima.Por enquanto o delegado trabalha com homicídio qualificado, crime que que resulta em pena de 12 a 30 anos de prisão. O casal foi encaminhado ao sistema prisional. (Com informações: O Tempo).

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