Polícia Civil conclui inquérito que apura irregularidades na Câmara de Itabira

Vereador Nenzinho e pastor Ailton

A Polícia Civil, de Itabira, concluiu as investigações que resultaram nas prisões preventivas do vereador Weverton Júlio de Freitas Limões e do diretor da Câmara Municipal de Itabira, Aílton Francisco de Moraes.

Segundo o Delegado Regional Helton Cota, no corpo do Inquérito Policial, remetido concluído à Justiça nesta quinta-feira (11), restaram comprovados robustos elementos demonstrando que os investigados, associados de forma estável e permanente, exigiram 2/3 (dois terços) das remunerações recebidas por alguns servidores indicados por Aílton para trabalhar no gabinete de Weverton no período de abril/2017 a junho/2019, perfazendo um total aproximado de R$ 75 mil.

Os valores devolvidos eram direcionados à Marilane Cristina Costa Silva, esposa de Aílton, como uma forma de compensação, pois, segundo a polícia, ela que possuía um cargo em comissão, havia sido exonerada da Câmara Municipal desde a nomeação do seu marido para ocupar o cargo de diretor da Casa Legislativa, a fim de se evitar o nepotismo.

Apesar de formalmente exonerada, ainda segundo a Polícia Civil, comprovou-se que Marilane continuava a prestar serviços diariamente no gabinete do Vereador Weverton.

De acordo com o delegado, diversas testemunhas foram ouvidas de forma velada, as quais confirmaram a prática delituosa, narrando inclusive repasses em espécie ocorridos em mãos para o vereador Weverton.

Foram juntados ao inquérito ainda, extratos de transferências bancárias realizadas pelos servidores indicados às contas de Aílton e sua esposa.

Segundo Helton Cota, Weverton, Aílton e sua esposa foram indiciados conforme os artigos 316 (concussão) e 288 (associação criminosa) do Código Penal.

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