Sobre eleições

Sobre eleições

Minha luta não é contra Bolsonaro.
Minha luta não é contra o PT.
Minha luta não é contra o Zema, muito menos contra o Anastasia.
A minha luta é contra a injustiça social, contra a intolerância, e contra qualquer forma de preconceito e de racismo. A minha luta é contra a corrupção, contra qualquer comportamento desmedido. É contra a restrição à educação ou à restrição de direitos. É contra a privatização desmedida, já que o Estado não pode se furtar de exercer suas funções constitucionais.
A minha luta é por mais livros, mais escolas, mais valorização de quem ensina. A minha luta é pela redução de abismos sociais que assolam o meu país e diminuem a dignidade humana.
A minha luta é por comida na mesa de todos, porque nunca passei fome, mas meus familiares já sentiram o que é esse terror.
A minha luta é pela mulher independente, tratada com respeito por quem quer que seja e que não seja constrangida pelo seu direito de ser mãe, mulher, cidadã.
A minha luta é pela liberdade de expressão.
A minha luta é por um país mais digno.
A minha luta é por menos desigualdade.
A minha luta é pelo Brasil. E por isso expresso aqui minhas opiniões.
A minha luta é árdua, difícil e, por vezes, parece impossível. Mas não posso desistir de lutar.
Enquanto houver 1% de chance, manterei 99% de esperança de que lutar vale a pena.
E minha luta não termina com as eleições em 28 de outubro. A minha luta é diária, quem sabe eterna.

Professores
Na disputa pelo Governo de Minas os professores da rede pública estão entre a cruz e a espada. Primeiro porque há um histórico de desavenças da categoria com Anastasia (PSDB). Porém, a classe também está um pé atrás com o Zema (Novo) porque o mesmo tem propostas para a educação que não agradam muito. A mais polêmica delas, a privatização da Uemg, gerou uma avalanche de críticas que fizeram o candidato novato e até então favorito ao Governo, retirar uma das versões de seu plano de governo do ar e adotar uma postura mais moderada quanto ao assunto.

Moderado
Outro que mudou o tom e passou a adotar um discurso mais moderado foi o polêmico Jair Bolsonaro (PSL). Favorito de acordo com as pesquisas para levar a presidência, os comentários dele envolvendo gays, mulheres, negros e indígenas deram lugar à propaganda de um pai de família emocionado por ter revertido a vasectomia e muito orgulhoso por ter gerado uma filha. Essa política…

Nozinho
Sinceramente, não acreditava que Nozinho (PDT) fosse ficar de fora da Assembleia de Minas para o próximo mandato. Ele foi um deputado que fez muito pelo Médio Piracicaba e as cidades da região perdem demais, especialmente Itabira, sem um deputado com a mesma linha de trabalho que Nozinho adotou durante sua vida pública.
Já Tito Torres (PSDB), com 78.862 votos, continua no berço esplêndido da política mineira.

Desempenho
Vale destacar aqui o desempenho de dois candidatos a deputado federal que buscaram votos no Médio Piracicaba. Fernando Rolla (Avante) mostrou que tem força e, com uma campanha bem modesta, obteve 17.749 votos que ficaram concentrados no entorno do Médio Piracicaba. Caso mantenha o projeto político, precisará ampliar os recursos e as bases para além das fronteiras do centro-leste.
Já o estreante Pedro Leitão (PV), vice-presidente da Rede Doctum, conquistou ao todo 42.488 votos ficando como o segundo suplente da coligação. Só em Monlevade foram 1.479 votos, totalizando no Médio Piracicaba 2.223 votos. Sem dúvida, nasceu aí uma nova liderança política.

*Breno Eustáquio é jornalista e professor

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