Testemunha afirma que mentiu em depoimentos é detida por falso testemunho

Maycon Fernando Lima é acusado de matar com um tiro, por vingança, Valdivino Souza da Silva Fotos: Katia Passos/O Popular

Uma mulher foi presa nessa sexta-feira (15) por suspeita de falso testemunho, durante o julgamento do homicídio que vitimou Valdivino Souza da Silva, ocorrido em março de 2016, no bairro Santo Hipólito, em João Monlevade.  O acusado do crime é Maycon Fernando Lima, 34 anos. A sessão do juri popular é realiza no Fórum de João Monlevade. A testemunha afirmou perante ao juiz da sessão, Rodrigo Braga Ramos, que mentiu em seu depoimento à polícia e também na primeira fase da ação penal.

Por conta disso, o magistrado determinou que ela fosse detida e retirada do salão do juri por um Policial Militar. A promotora do caso, Thais Torres de Rabelo Gonçalves, disse que o Ministério Público deve propor ação contra a mulher por falso testemunho.

A mulher detida foi elencada como umas das testemunhas do homicídio de Valdivino Souza da Silva. Ela, que por duas vezes afirmou que viu quando Maycon atirou contra a vítima, voltou em seu depoimento e disse que não presenciou crime. Segundo a testemunha, na época dos fatos, ela fazia uso de remédio para dormir e estava “com a cabeça fraca”.

A promotora Thais Torres confrontou a testemunha com o depoimento anterior. O mesmo correu com o juiz. O magistrado perguntou como que a mulher teve a criatividade para criar uma história com tantos detalhes.

Testemunha foi detida e levada para a delegacia (Kátia Passos)

O julgamento

O corpo de jurados formado por sete mulheres julgou nessa sexta-feira (15), no Fórum de João Monlevade, Maycon Fernando Lima, 34 anos. Ele é acusado de matar com um tiro, por vingança, Valdivino Souza da Silva. O crime aconteceu no dia 19 de março de 2016, na rua Waldir de Azevedo, bairro Santo Hipólito. O réu foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado. A defesa vai recorrer da sentença.

Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público, Maycon e Valdivino, meses antes ao crime, tiveram um desentendimento numa mercearia do bairro Santo Hipólito, ocasião em que os ânimos foram acalmados no interior do comércio pela atendente.

A discussão teria começado do lado de fora do estabelecimento, sendo interrompida pela mãe da vítima que, ao ouvir parte da briga, chamou o filho para dentro de casa.

No dia do crime, Valdivino estava sentado em um banco na Rua Waldir de Azevedo, instante em que Maycon, já tendo premeditado o homicídio, chegou de carro. Ele teria descido do veículo armado e atirado na vítima, que não pode se defender. Maycon Fernando Lima nega a autoria do crime.

Nesse caso, assim como o julgado na quarta-feira que passou, também foram ouvidas testemunhas com identidades sigilosas. O público  não pode acompanhar os debates.

Nos autos constam que Maycon conhecia Valdivino, e que no dia em que a vítima foi morta, ele esteve no bairro Santo Hipólito, porém não se encontrou com o homem. O réu alegou que só ficou sabendo do homicídio no dia seguinte, já que estava na cidade de Santa Bárbara com seus familiares.

O acusado teria se afastado do trabalho por alguns dias e viajado. Ele negou qualquer discussão com a vítima e disse que só conhecia Valdivino de vista. Maycon também afirmou que não matou e não tem participação no crime.

Mais detalhes em instantes..

Semana de julgamentos

A Semana tem sido movimentada na comarca de João Monlevade com extensa pauta de julgamentos. Leia mais:

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