Foto do local onde estaria sendo construída uma obra com recursos doados pelos vereadores detidos. Foto enviada pelo autor da denúncia

Os vereadores presos na Operação Apolo 13, que investiga desvio de dinheiro e frade em licitações na Câmara de Santa Bárbara, estão tendo regalias no presídio de Barão de Cocais, onde estão detidos desde o dia 27 de julho.

Uma denúncia encaminhada para a redação do site O Popular aponta que o empresário Madson Geraldo Arcanjo e o ex-chefe de Gabinete, William Da Silva Mota presos na cela 1 da unidade e o presidente da Câmara, Juarez Camilo Carlos (PSDB); o ex-presidente do Legislativo, José Ladislau Ramis (DEM) e os vereadores do PSL, Ermelindo Francisco Ferreira e Luiz Fernando Hosken Fonseca – presos na cela 11 – estariam sendo beneficiados com visitas fora de horários, telefones e refeições diferenciadas.  Informações dão conta que a direção do presídio tem sido conivente com o tratamento diferenciado. Em troca das regalias, os presos estariam comprando materiais de construção para obra na penitenciária.  “O diretor deixa eles [os presos na Operação Apolo 13] usarem celular na sala dele a hora que querem. Quando chegam parentes ou conhecidos desses presos, o acesso é liberado e a entrada não é relacionada. Também não são realizados procedimentos padrões na cela 1”, conta o denunciante. Outro ponto destacado na denúncia e que, diferente dos demais presos que recebem os advogados em lugar específico, os vereadores detidos fazem esses encontros no hall de entrada da unidade prisional e, em alguns casos, o uso de algemas e escoltas é dispensados para que eles fiquem “mais à vontade”.

Ainda segundo a denúncia, na semana passada, feriado de 7 de Setembro duas visitas assistidas ao empresário William Da Silva Mota foram barradas. No entanto, um dos visitantes, que tem costume de ir ao presídio aos finais de semana, entrou em contato com o diretor do presídio que determinou aos agentes penitenciários que trabalhavam no dia que a entrada dos visitantes fossem liberadas. Uma mulher chegou a ficar sozinha por 45 minutos com o preso. A comida servida aos vereadores presos também é diferenciada do resto dos detidos. Eles recebem alimentação dos visitantes em vasilhas separadas, enquanto os demais só podem receber a comida num único recipiente.

A reportagem entrou em contato com o Presídio de Barão de Cocais, mas formos informados que eles não tinham autorização para comentar o caso, ou passar qualquer informação.

Em nota a Assessoria de Comunicação Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP), informou que “não foi registrada pela direção do Presídio Barão de Cocais nenhuma denúncia sobre o caso, e que todas as denúncias, quando devidamente formalizadas, são apuradas pela Seap nos termos da lei”.

Por meio de uma funcionária a promotora Carla Fazuoli, da cidade de Santa Bárbara, que cuida do caso, disse que após tomar conhecimento através da reportagem , instaurou uma investigação para apurar a denúncia e, caso fique comprovada, as medidas cabíveis serão tomadas conforme determina a Lei.

*Texto atualizado às 16h20

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