Empréstimo I
Pediu emprestado? Devolva! É a regra clara de boa convivência. Se for dinheiro, então, jamais hesite em estornar a quantia, de preferência com juros e correção monetária. Dessa vida a gente não leva nada, mas só quem batalhou para conseguir o que tem sabe o valor do suor de seu trabalho. É uma questão quase que imensurável, mas se um amigo ou parente te emprestou um valor, é mais do que justo tê-lo de volta. E não ache que dívida é algo simples de ser perdoado como na oração de São Francisco de Assis. Passam-se gerações e quem você deve nunca esquecerá o “calote” que você deu.

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Empréstimo II
Quem leva calote fica “calejado” e, aos poucos, vai deixando de ser prestativo. A gravidade disso nem é tanto o fato de as pessoas se tornarem mais “avarentas”, mas quem realmente precisa e é honesto acaba ficando na mão, pois deixa de ter com quem contar. É a velha máxima dos justos sempre pagarem pelos pecadores, se é que alguém aqui me entende.

Técnico
O atencioso funcionário de um provedor de Internet, em Monlevade, liga para confirmar o horário de agendamento de uma visita técnica com o cliente. Eram quatro horas da tarde e o agendamento estava marcado para as quatro e quinze. O cliente disse que estava em Belo Horizonte, mas que em 15 minutos chegaria. O técnico então marcou na ficha “cliente ausente” e foi fazer outras coisas. Pouco tempo depois, furioso, o cliente quis saber por que o técnico não apareceu. O cliente realmente gastou 15 minutos entre a capital e Monlevade, já que o trajeto foi de helicóptero. A lição: nem sempre se pode ignorar a exceção de uma regra.

Não sei
Lembro como se fosse ontem: eu tinha 12 anos e cursava a antiga sexta série (hoje 7º ano) do Ensino Fundamental quando perguntei algo à professora de ciências e a mesma disse que não sabia. Não entrava na minha cabeça a ideia de uma professora não saber algo. Recordo-me que reclamei com ela, que manteve a calma e me disse que um dia eu entenderia que nem sempre sabemos tudo. 24 anos depois e professor em posição parecida com a dela, preciso reconhecer que ela estava mais do que certa. Pena que não posso pedir perdão à mesma. Ela já se foi há anos. Uma lástima!

Orgulho
Essa semana conheci a jovem Elizabete Dias, filha do vereador Sinval Dias, uma das figuras mais icônicas da política monlevadense. A garota cursa o 7º período de Medicina na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) em Teófilo Otoni e, como não podia deixar de ser, além de muito bonita, é de uma educação exemplar. O pai, obviamente, baba de orgulho da filha que estudou a vida toda em escolas públicas de Monlevade. Parabéns à futura médica, aos pais e, principalmente, aos professores que, aos trancos e barrancos, fazem da educação pública monlevadense uma joia rara.

Saudade
Agora em abril faz 4 anos que deixei a casa de meus pais. Meus irmãos, já casados, fizeram o mesmo quase que junto de mim. Agradeço a Deus todos os dias pela benção da condição de manter um lar e que sempre seja assim. Mas morro de saudade de todo mundo junto, numa tarde de chuva qualquer, com medo dos relâmpagos e dos trovões no alto do bairro Satélite. Se hoje sou feliz, antigamente eu costumava a ser muito mais.

Congresso
Não posso deixar de registrar aqui e agradecer à OAB Monlevade e à Rede de Ensino Doctum pela participação no primeiro Congresso Regional de Direito do Trabalho e Processual do Trabalho. Além de compor a comissão científica organizadora, também atuei como mestre de cerimônias nos três dias de evento gratuito no teatro do Centro Educacional. A Escola de Direito da Doctum prova que está antenada às mudanças do mundo do trabalho, formando profissionais críticos e preparados para enfrentar a dura realidade de um país que, em tese, tem uma Constituição que garante direitos fundamentais mas que, na prática, restringe direitos humanos básicos para atender a interesses capitalistas e imperialistas.

(*) Breno Eustáquio é jornalista e professor

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