Será criada nos próximos dias uma coordenação nacional de inteligência contra facções criminosas. A iniciativa vai reunir órgãos como a Polícia Federal, a Abin, que é a Agência Brasileira de Inteligência, as Forças Armadas, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Banco Central, polícias militares e civis.

Estão previstas a liberação de recursos para financiar a instalação de bloqueadores de celular nos presídios estaduais e a negociação para aprovar uma lei que tramita no Congresso Nacional que estabelece o fim de visitas íntimas para chefes de facções presos em penitenciárias federais.

Segundo o ministro Raul Jungmann, atualmente, existem 70 gangues em presídios do país, como o Primeiro Comando da Capital, Comando Vermelho e Família do Norte. O ministro também afirma que, com a ação das facções, o Brasil pode se tornar refém do sistema prisional.

Também nos próximos dias, será lançada a Política Nacional para egressos. De acordo com Jungmann, é preciso melhorar a porta de saída dos presídios para reduzir o índice de reincidência, que varia de 40 a 70%.

Segundo o Ministério da Segurança Pública, a alta taxa de reincidência colabora para a superlotação do sistema prisional. Atualmente, o Brasil tem 726 mil pessoas privadas de liberdade. O número é quase o dobro das vagas disponíveis. E pode ser ainda maior.

A pasta afirma que a quantidade de presos no país cresce quase 8 e meio por cento ao ano e, se nada for feito, em 2021, o Brasil terá mais de 1 milhão de detentos. Atualmente, há 500 mil mandados de prisão em aberto. O país é a terceira nação com a maior população carcerária, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

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