Acordo permite restauro da antiga estação de trem de Ipatinga

Ruínas da Estação de Pedra Mole, que funcionou até 1930

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 9ª Promotoria de Justiça de Ipatinga, e a Usiminas firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que resultará no restauro das ruínas da Estação Pedra Mole, na realização de benfeitorias no local e na abertura do bem tombado à visitação pública.

A obra, prevista para iniciar em breve, foi aprovada pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico. Estima-se que o investimento da empresa será de cerca de R$ 570 mil.

O projeto prevê a abertura de um portal de acesso na rua Itália, no bairro Cariru, e a realização de melhorias na trilha de 650 metros que propicia uma caminhada ecológica pela mata até as ruínas. Durante o percurso e também no local da antiga estação, totens explicativos contarão a história do bem.

Está prevista, ainda, a construção de uma fachada de estação ferroviária, que envolverá as ruínas e permitirá ao visitante imaginar o antigo terminal, e de um deck para contemplação da foz do Rio Piracicaba no Rio Doce, ponto em que acredita-se que desembarcaram os primeiros bandeirantes que cruzaram a região.

Conforme o promotor de Justiça Rafael Pureza, implementado o projeto, o lugar permitirá uma imersão histórica. “Os visitantes poderão reviver o início do século XX, conhecendo um pouco mais sobre a história local, do transporte ferroviário no Brasil e da colonização no interior de Minas Gerais. O acordo entre o MP e a Usiminas fomenta a educação ambiental e resgata o patrimônio histórico-cultural”.

História

A Estação Pedra Mole foi inaugurada em 1 de agosto de 1922, nas imediações da confluência do Rio Piracicaba com o Rio Doce. A estação ferroviária funcionou como primeiro terminal de passageiros em Ipatinga e da atual Região Metropolitana do Vale do Aço.

Ela foi desativada e abandonada cerca de três ou quatro anos depois de sua construção, e suas ruínas encontram-se atualmente dentro de uma área com densa vegetação florestal, de propriedade da Usiminas, entre os bairros Cariru e Castelo.

As ruínas foram tombadas como patrimônio cultural municipal pelo Decreto nº 3.575, de 1996, mas o lugar não está aberto à visitação pública e resta da antiga estação apenas suas fundações e uma parede, cercada pela mata.

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