Alunos da rede pública serão premiados por soluções para o ensino durante a pandemia

As melhores ideias serão premiadas com bolsas integrais para faculdade, cursos e outras oportunidades educacionais

Jovens de 14 a 18 anos, alunos da rede pública em todo o país, são convidados a pensar em soluções para os estudantes que estão sem aula por causa da pandemia do novo coronavírus. Os projetos selecionados vão concorrer a bolsas de estudo integrais para faculdade, cursos e outras oportunidades educacionais. Os interessados devem se inscrever gratuitamente para o Desafio Empower 2020, no site www.crieoimpossivel.com.br .

A iniciativa faz parte do projeto ‘Crie o Impossível’, que tem o propósito de inspirar alunos das escolas públicas de todo o país a sonharem e colocar em prática seus projetos de vida. No dia 30 de julho, a terceira edição do projeto vai reunir jovens de todo o Brasil, em um evento totalmente on-line e gratuito, que tem a pretensão de ser a “aula mais inspiradora da vida dos estudantes”.

O ‘Crie o Impossível’ é uma iniciativa da organização sem fins lucrativos Embaixadores da Educação e co-realizado pelo Sebrae. Com o lema “A palavra convence, mas o exemplo arrasta”, o projeto tem o objetivo de mudar atitudes e impactar os jovens por meio de histórias reais e inspiradoras. Nos últimos dois anos, o evento foi realizado no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, e já impactou mais de 15 mil jovens. Agora, a expectativa é impactar jovens de todo o país.

Para vencer o desânimo

Pesquisa realizada em junho pelo Conselho Nacional da Juventude apontou que três em cada 10 jovens pretendem largar a escola após a pandemia. A co-fundadora e CEO do Embaixadores da Educação, Guilhermina Abreu, destaca a importância do ‘Crie o Impossível’ diante do contexto atual. “Os estudantes estão desanimados por causa dos impactos da Covid-19 na educação pública. Esses alunos precisam, mais do que nunca, de motivação”.

Segundo Guilhermina, que também é ex-aluna da rede pública de ensino, além do impacto inspiracional, o ‘Crie o Impossível’ é uma chamada para a ação. “Sabemos que uma parcela relevante dos alunos de escolas públicas sequer tem acesso à internet para assistir ao evento. Por isso, convocaremos os participantes para criar soluções para os desafios da educação pública. Após o evento, serão realizadas mentorias, acompanhamento e aceleração desses projetos transformadores”, destaca.

Sobre a ONG Embaixadores da Educação

Formada pelos jovens Guilhermina Abreu, Pollyane Costa e Guilherme Menezes, a ONG surgiu a partir de um propósito: melhorar a realidade das escolas públicas, estimulando o protagonismo entre os alunos, para que sejam agentes de mudança. Os jovens são ex-alunos da Escola do Sebrae NEJ (Núcleo de Empreendedorismo Juvenil) e juntos, em 2013, criaram o programa Embaixadores da Escola, o primeiro projeto social de impacto do grupo. “Tínhamos um sentimento de insatisfação com a escola pública e queríamos retribuir para a sociedade toda a oportunidade que tivemos na Escola do Sebrae”, lembra Guilhermina.

Por meio de uma metodologia própria, que inclui brincadeiras, dinâmicas e histórias inspiradoras, o projeto leva a educação empreendedora para dentro das escolas públicas, fazendo o jovem refletir sobre o seu papel. “O aluno identifica os principais desafios e problemas na escola e propõe soluções para resolvê-los. No fim, ele percebe ser o grande responsável pelas mudanças ao seu redor e que é capaz de transformar sua realidade”, explica.

Sobre a Escola do Sebrae NEJ

Desde que iniciou suas atividades, em 2010, a Escola do Sebrae NEJ já formou mais de 2 mil jovens empreendedores. Em Belo Horizonte, o projeto funciona no Plug Minas, local onde anteriormente funcionava uma unidade da Febem, em parceria com o Governo de Minas. Para ingressar, o jovem precisa estar cursando ou ter concluído o 3º ano do ensino médio na rede pública de ensino, e ter idade entre 16 e 30 anos. Por ano, são ofertadas 330 vagas.

O projeto já foi desenvolvido em Salvador, na Bahia, e em Montes Claros e Belo Oriente, no interior de Minas. Em 2019, o projeto chegou à Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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