A questão foi levantada pelo vereador Belmar Diniz (PT) durante reunião de ontem (28)

Mesas e cadeiras normalmente usadas em bares foram improvisadas como “carteiras escolares” de crianças com menos de 6 anos de idade em escola da rede municipal em João Monlevade.  o vereador do PT, Belmar Diniz, foi quem denunciou a situação. Ele falou sobre a questão na tarde de ontem (28) em reunião ordinária da Câmara Municipal e classificou o fato como “amadorismo” da administração municipal.

Anúncios

Diniz explicou que a secretaria de Educação remanejou cerca de 100 crianças que estudariam na escola municipal Monteiro Lobato para a sede da casa do Adolescente. As duas instituições ficam no bairro Novo Cruzeiro e o remanejamento foi necessário devido à demanda de novas vagas na escola devido ao aumento dos moradores nos bairros da região. A saída encontrada para a questão chegou a ser elogiada pelo petista. No entanto, Belmar foi enfático ao criticar a demora na realização de processo licitatório para a compra do mobiliário escolar.

Continue lendo após o anúncio

“Vejo como uma alternativa a decisão da Secretaria de Educação em utilizar o espaço da Casa do Adolescente para reprimir a demanda do espaço físico para alunos da educação infantil do município. A informação foi dada aos pais em dezembro de 2017, mas infelizmente devido a falta de planejamento, esse é o paliativo feito pela Secretaria de Educação para receber os alunos”, disse exibindo fotos das mesas e cadeiras de plástico usadas pelas crianças.

 “Onde está o planejamento, sensibilidade e organização do poder Executivo? E as adequações do espaço para a educação infantil, quando iram acontecer? A equipe do planejamento disse que não ocorreu a licitação no ano passado por falta de orçamento. Mas, na prestação de contas, o governo diz que fechou o ano com R$ 4 milhões em caixa. Onde está a verdade? A gente pensa para agir ou age para depois tomar as providências?”, questionou Belmar Diniz.

A licitação para compra das carteiras foi realizada no início dessa semana e custou aos cofres públicos cerca de R$ 170 mil. Uma única empresa, da cidade de Santana do Paraíso, participou do processo e deve entregar o material entre 30 e 40 dias.  Até lá, as crianças devem continuar com as carteiras improvisadas.

Anúncios
Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui