Comissão de Desenvolvimento Econômico debateu as ações e o plano de investimentos da Usiminas para o próximo biênio Álbum de fotos Comissão de Desenvolvimento Econômico debateu as ações e o plano de investimentos da Usiminas para o próximo biênio (Willian Dias/ALMG)

Após dois anos de prejuízos, a Usiminas volta a dar resultados positivos, o que vai propiciar a reativação de um alto forno em Ipatinga (Vale do Aço), gerando 120 novos empregos, e a antecipação do pagamento de uma parcela de sua dívida.

A notícia foi transmitida por Sérgio Leite de Andrade, presidente do grupo empresarial, em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (19).

Solicitada pelo deputado Duarte Bechir (PSD) e comandada pelo presidente da comissão, deputado Roberto Andrade (PSB), a reunião discutiu ações e planos de investimentos da Usiminas para o próximo biênio.

O executivo detalhou que o fechamento do segundo trimestre deste ano mostrou um resultado melhor do EBITDA dos últimos 13 trimestres, de R$ 750 milhões. O indicador mostra quanto uma empresa gera de faturamento em suas atividades, sem contar impostos e outros efeitos financeiros.

Aporte de capital – Sérgio Andrade explicou que, com a crise econômica em 2015, houve uma deterioração consecutiva das finanças da empresa. Isso levou a companhia a pedir aos acionistas um aporte de capital da ordem de R$ 1 bilhão para manter suas operações, no que foi atendida pelos três maiores acionistas – Techint, Nippon Steel e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

Outra ação importante foi a interrupção do pagamento das amortizações da dívida da empresa. “Conseguimos renegociar a dívida, atualmente da ordem de R$ 7 bilhões, para mais dez anos e com três anos de carência para o pagamento da primeira parcela”, comemorou.

Grupo gestor – Por último, afirmou o presidente da Usiminas, foi reestruturada a gestão da empresa, com foco na geração de resultados. Criou-se o chamado Grupo dos Dez, responsável pela gestão e motivação da equipe. “Em maio de 2016, colocamos a meta de gerar R$ 100 milhões por mês”, relatou.

Além disso, foi desenvolvido um trabalho de revisão de processos de produção e manutenção, redução de cargos gerenciais e gestão eficaz de preço, entre outras ações.

“Dessa forma, no terceiro trimestre de 2016, atingimos a meta, com R$ 307 milhões de EBITDA. E agora, chegamos ao segundo trimestre de 2017, com o resultado de R$ 1,7 bilhões”, registrou. Em consequência desse trabalho, em dezembro deste ano, será antecipada a volta da amortização da dívida, com o pagamento de US$ 90 milhões.

Participantes da reunião elogiam gestores da empresa

O representante do Conselho de Administração da Usiminas, Luiz Carlos Miranda, lembrou que Sérgio Leite de Andrade é o 12º presidente da empresa. Desde o início de suas operações, em 1962, a companhia foi comandada por nomes ilustres da política como Rondon Pacheco, Paulino Cícero, entre outros.

“A Usiminas foi a empresa que mais recolheu impostos em Minas Gerais por 46 anos e até antecipava impostos para o governo pagar salários”, rememorou Miranda, que já foi deputado na ALMG. “É por isso que vale a pena trabalhar nessa empresa; tenho vários filhos formados graças ao meu trabalho na Usiminas”, elogiou.

Também Nardyello Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, enfatizou a grandeza da companhia. “A Usiminas é muito mais que uma fábrica de aço; eu nasci num hospital construído por ela em Ipatinga, cidade que cresceu em torno da empresa”, afirmou.

Elias Caetano Ferreira, vice-presidente da Associação dos Metalúrgicos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga, destacou que são 26 mil associados, fazendo da entidade a segunda maior do País. Ele disse que vários membros da associação tinham vindo à audiência para prestigiar e dar apoio a Sérgio Andrade.

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