Após nove meses: Hospital de Apoio de João Monlevade ainda não está pronto

A pandemia da Covid-19, que teve início em março, forçou que os municípios se adequassem para o atendimentos médico de pacientes confirmados ou com suspeita da doença.

Em João Monlevade, não foi diferente. Hoje, a cidade que contabiliza 19 mortes e mais de 1.900 casos. No entanto, o Hospital de Apoio, que deveria ajudar nos atendimentos do Hospital Margarida, ainda não está totalmente organizado para o atendimento aos doentes.

O fato pode ser constatado na tarde de ontem (30), em visita às dependências do Hospital de Apoio da Prefeitura, em andar adaptado no prédio do antigo Pronto Atendimento.

Vereadores Gentil Bicalho, Revetrie Teixeira; servidoras da Saúde Fernanda Sabrina e Kátia Guimarães e o vereador Toninho Eletricista (Kátia Passos)

A reportagem do Popular acompanhou a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores ao local. O presidente, Revetrie Teixeira (MDB) e os vereadores Toninho Eletricista (PTB) e Gentil Bicalho (PT), – suplente de Belmar Diniz (mesmo partido)- foram recebidos pela servidora da Saúde, Fernanda Sabrina e a coordenadora da Vigilância em Saúde, Kátia Guimarães.

O acesso ao Hospital de Apoio é limitado e, por não ter acessibilidade, o vereador Revetrie, que está cadeirante, não pode visitar o local e lamentou. “Os pacientes com suspeita de Covid-19 ou confirmados com a doença, muitas vezes estão debilitados para andar, ou têm dificuldade de locomoção, como idosos por exemplo. O Hospital de Apoio não tem acessibilidade. Mais uma vez o Poder Público demonstra não estar pronto para garantir ao cidadão o pleno acesso aos seus direitos”, destacou ele.

Macas estão colocadas lado a lado em área destinada ao Hospital de Apoio (Cíntia Araújo/N1 Notícias)

Poeira e mofo

No local onde estão as camas e colchões do Hospital de Apoio (cerca de 40), em pontos do lugar não há energia elétrica. Poeira e mofo são presentes. Há ainda parte do teto com tubulação exposta e muito serviço a ser feito para que de fato o Hospital inicie as atividades.

O Hospital deve atender as demandas do Margarida desde que acionado com antecedência. A Prefeitura reafirma o seu funcionamento. No entanto, insumos, materiais e medicamentos, podem demorar até 40 dias para serem comprados. A justificativa seria os trâmites legais a serem seguidos. O tempo consta em contrato, mas pode ser encurtado, conforme explicou Fernanda Sabrina. O longo prazo preocupa os vereadores.

Fiscais orientam população pelas ruas de João Monlevade

João Monlevade pode voltar para a Onda Amarela

Em reunião realizada com o Comitê Covid-19 da Macrorregião Centro, onde João Monlevade está inserida, em que participaram Secretários Municipais de Saúde e representantes da Secretaria de Estado de Saúde e do Ministério Público, dentre outros, a administração municipal foi informados de que a macrorregião já tem números para voltar para a onda amarela do Programa Minas Consciente.

João Monlevade ainda está na Onda Verde, mas pode regredir. O Comitê aguarda apenas a situação da pandemia nesta semana para definir os próximos passos, já que o município está no limite para mudar para a Onda Amarela, quando devem ser fechados bares, eventos, clubes e outros estabelecimentos.

Para que João Monlevade não chegue a esse ponto, a Prefeitura intensifica a partir dessa terça-feira (1º) ações de fiscalização.

Ministério Público

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal de João Monlevade, também protocolou na última sexta-feira (27), ofício junto à 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de João Monlevade requerendo a intervenção do Ministério Público junto ao Executivo e aos órgãos de saúde do município quanto à situação da Covid-19.

“Não queremos, de forma alguma, o fechamento do comércio e de outros estabelecimentos comerciais, mas que o Executivo tenha efetividade na fiscalização. Temos percebido que há aglomeração de pessoas em vários locais, muitas delas sem máscara. Isso é preocupante. Não podemos relaxar quanto às medidas de segurança. Nossa maior preocupação é garantir a integridade e a saúde da população e evitar que mais mortes aconteçam”, declarou o vereador Revetrie, presidente da Comissão de Saúde.

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