A empresa ArcelorMittal Monlevade foi autuada na manhã desta segunda-feira (8), pela Polícia Militar de Meio Ambiente, por crime ambiental. A siderúrgica é suspeita de lançar efluentes industriais (resíduos líquidos e gasosos provenientes das atividades industriais), no meio ambiente sem o devido tratamento.

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Em atendimento ao ofício do Núcleo Regional de Fiscalização Leste de Minas (NUFIS LM), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), equipes do 3º Grupamento da Polícia Militar de Meio Ambiente vinham monitorando o Rio Piracicaba, nas imediações das Ruas Beira Rio, Tocantins e Tapajós no bairro Centro Industrial. Isso porque uma denúncia dava conta da irregularidade supostamente cometida pela empresa.

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O lançamento irregular dos produtos estaria poluindo o Rio Piracicaba, causando uma coloração escura e forte odor na região.

No dia 02 de agosto a Polícia Militar de Meio Ambiente realizou um patrulhamento na região, porém nada de irregular foi constatado.

Já no dia 05 de agosto, durante novo monitoramento da PM, foi constatado o lançamento de grande volume de efluente líquido com uma coloração escura, formando manchas no Rio nas proximidades da ponte da Rua Beira Rio. Além disso, de acordo com o Boletim de Ocorrências, a água apresentava uma coloração muito escura e forte odor.

Foram coletadas amostras pela equipe policial, antes do ponto de contaminação e depois do local onde os dutos, aparentemente, descarregavam os produtos no rio.

Segundo a polícia a mudança na coloração da água era nítida. O fato que foi registrado através de fotos tiradas pelos militares.

fotos camara 106 De acordo com a polícia, em contato com os responsáveis pelo setor de Meio Ambiente da empresa, eles alegaram que desde que tomaram conhecimento da denúncia, através dos fiscais do NUFIS LM, eles estão trabalhando intensamente para tentar identificar se a causa dos efluentes lançados na água do rio é de responsabilidade da Empresa ou não. Caso seja constatada a irregularidade por parte da ArcelorMittal, os técnicos alegaram que serão tomadas as providências para sanar no problema.

Ainda segundo a polícia, a empresa não possuía autorização do órgão ambiental para o lançamento e intervenção no rio.

Um auto de infração foi confeccionado pela Polícia Militar de Meio Ambiente, suspendendo a atividade da empresa.

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