Com a nova proposta, TL1 e TL2 voltam a funcionar nos finais de semana

A ArcelorMittal, usina de João Monlevade, proibiu a cerca de um mês o uso de telefones celulares dentro de algumas áreas da siderúrgica. A ação ocorre após acidentes registrados com funcionários dentro da empresa e é justificada “por questões relacionadas à segurança do trabalho”. No último acidente, dois funcionários sofreram queimaduras graves e um deles morreu.

A gerência da ArcelorMittal foi questionada sobre a proibição do uso do telefone e, por meio da Assessoria de Comunicação, informou que detalhes sobre a questão não serão fornecidos por se tratar de uma norma interna e com regras específicas.

Foram feitos mapeamentos das áreas da usina e em alguns pontos o uso do aparelho de celular está proibido. Um armário foi colocado na entrada da usina para que os telefones sejam guardados pelos funcionários e, caso algum emprego precise fazer ligações telefônicas, ele pode ter acesso a uma cabine com telefone para comunicação externa. Para isso, é fornecida uma senha. Supervisores e gerentes também receberam celulares corporativos para uso dos funcionários.

Alguns empregados gostaram da regra e disseram que a proibição visa mais segurança. “O celular, querendo ou não, distrai e pode provocar acidentes. Nossa vida vale muito e o que for preciso para preservá-la, eu acho válido”, disse um funcionário que pediu anonimato. O colega dele, que também pediu para não ser identificado, não gostou da mudança. “Acho muito ruim ficar sem meu telefone. Tenho duas crianças gêmeas em casa e sempre no intervalo ligava para saber como estão. Agora, só com autorização”, falou.

O secretário de administração e finanças do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal), José Quirino dos Santos, disse que a entidade trabalha com uma linha na qual a segurança também é prioridade. “É preciso que ao implementar uma medida tão drástica dessa, haja uma comprovação de que isso [o celular] é um elemento que causa o acidente. Se não tem uma estatística que aponte o problema, a questão entra numa particularidade da individualidade e dos direitos do trabalhador. O Sindicato não tem concordante com isso e já tivemos uma conversa com a empresa. Agora estamos esperando a maturação disso para ver como iremos resolver os problemas inerentes à questão. Uma vez que não haja um cerceamento da comunicação do trabalhador para fora, nós não temos o porquê exigir o uso do celular”, pontuou o sindicalista.

Demissão

Por conta da norma rígida, a ArcelorMittal está punindo com demissão o funcionário que desobedece a regra. Segundo apurações da reportagem, há um caso de trabalhador reincidente que foi demitido. Outros oito, de empresas prestadoras de serviço para a siderúrgica também tiveram contratos reincididos. (Bom Dia).

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