Mais de 320 mil pessoas morrem de forma súbita, por ano, no Brasil vítimas de arritmias cardíacas. Sintomas como cansaço, palpitações, desmaios, tontura, confusão mental, fraqueza, pressão baixa e dor no peito indicam que algo está errado com o coração.

Batimentos mais acelerados ou mais lentos que o normal também são um alerta para essa disfunção. É o que ressalta a médica cardiologista especialista em arritmias cardíacas, Luciana Armaganijan.

“Quando o indivíduo percebe que o coração está batendo de forma inadequada ele precisa buscar o cardiologista para avaliação. O médico vai fazer o exame clínico detalhado. Quem determina realmente o tratamento adequado é o médico especialista em arritmias. Mas muitos pacientes são assintomáticos e daí a importância de realizar o check-up de rotina, manter hábitos saudáveis, controle de hipertensão e dos chamados fatores de risco que são causadores de doenças cardiovasculares como um todo.”

Para chamar a atenção para a prevenção e tratamento dessas alterações, a Sobrac, Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, promove a campanha “Coração na Batida Certa”.

O marco da iniciativa é nesta segunda-feira, 12 de novembro, Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. A doutora Luciana Armaganijan é coordenadora da campanha e fala sobre a programação em mais de 20 de cidades no país.

“Neste ano, nós contamos com mais de 40 praças, parques, hospitais, escolas, aeroportos, nas quais informações são dadas com material didático, medição de pulso e pressão arterial e divulgação por meio da imprensa e de redes sociais.”

Qualquer pessoa pode ser diagnosticada com arritmias cardíacas, não importa a faixa etária.

A servidora pública Aline Rocha, de 45 anos, começou a sentir os sintomas antes aos 30 anos. Ela passou por 17 procedimentos cirúrgicos, entre eles, colocação de marca-passo.

Aline conta que hoje leva uma vida normal e, inclusive, colabora com a campanha “Coração na Batida Certa”.

“É um compromisso meu, pessoal. Eu passei por muitas coisas por falta de informação. Eu nunca pensei que poderia ter uma vida tão normal e tão boa, convivendo com arritmia cardíaca. Só sei que arritmia cardíaca se trata com especialista em arritmia cardíaca, senão as consequências podem ser muito graves.”

Mais informações sobre a campanha e a programação nas cidades estão disponíveis no site da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas: sobrac.org/campanha.

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