Artesãos de Barão de Cocais são destaque em exposição

Artesãs e o coordenador da oficina de Barão de Cocais, Ricardo Sayão, visitaram a exposição no Centro de Arte Popular Cemig

Artesãos de todo o estado expõem suas obras no Centro de Arte Popular Cemig, em Belo Horizonte, até o início de maio. A mostra “Fibras Naturais e Papéis” é aberta ao público, com entrada franca, e mescla obras de artesãos populares e artistas plásticos, realizadas com fibras de origem natural e recicladas. Trabalhos de Marlene Trindade, Rivane Neuenschwander e Annie Rottenstein dialogam com peças de diversas regiões de Minas Gerais, como o Sul de Minas, Vertentes, Vale do Jequitinhonha e Vale do Aço.

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A artesã Neuza Bonifácio Santos do Carmo, moradora da Mata do Povo, no município de Barão de Cocais, no Médio Piracicaba, trouxe as obras realizadas junto com suas colegas na oficina de artesanato coordenada pelo artista plástico Ricardo Sayão. São vasilhas produzidas em papel machê, misturado com especiarias, como cascas de café, açafrão, urucum e orégano, algumas plantadas pelas próprias artesãs. “A casca de café é lá de casa mesmo, a gente colhe, seca e prepara as cascas”, afirma dona Neuza, orgulhosa de seu trabalho.

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Maria Francisca Moreira, moradora de Cipotânea, no Campo das Vertentes, trabalha com artesanato há 41 anos e participou da exposição apresentando bolsas, baús e enfeites produzidos com a palha do milho. “Comecei a trabalhar na roça. Os agricultores colhiam e jogavam as palhas fora, e, com elas, minha mãe começou a produzir e me ensinou a trabalhar. Fui aprendendo aos poucos a selecionar as palhas, deixá-las em um ponto certo e fazer um bom acabamento. Hoje, graças a Deus, sobrevivo do artesanato” diz, a artesã, que ressalta também a importância de participar da exposição. “Temos mais oportunidade de mostrar o nosso trabalho e, através da exposição, conseguimos muitas encomendas”.

O secretário de Cultura de Cipotânea, Adailton Moreira, destacou que o artesanato em palha de milho é uma das principais fontes de renda do município, envolvendo aproximadamente 700 famílias. “Foi o padre José Geraldo das Mercês, na década de 40, o grande incentivador dessa atividade. As terras férteis de Cipotânea são propícias à plantação do milho que fornece a matéria prima para o artesanato”, relembra. Adailton salienta ainda, que a exposição, focando as fibras naturais, destacou o artesanato de Cipotânea no cenário mineiro.

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