Aumento dos servidores públicos de João Monlevade pode parar na Justiça

Vereadores votam contra reajuste e prefeita precisa mandar outro projeto para Câmara

Na noite de ontem (9), numa ação orquestrada pela base do governo da prefeita de João Monlevade, Simone Moreira (PSDB), o projeto que previa o reajuste nos salários dos servidores públicos, foi reprovado em primeiro turno. A matéria apontava aumento de 3,29% nos proventos e 0% no vale-alimentação do funcionalismo, o que não agradou a classe que tentou todas as formas, por meio do Sintramon – sindicato da categoria- , um aumento no benefício que não é reajustado há anos.

Com a derrubada da matéria, a prefeita Simone precisa enviar para a Câmara de Vereadores outro projeto de lei, diferente do primeiro. No entanto, irredutível, a chefe do Executivo já manifestou não estar disposta em mudar de ideia em relação aos índices da data-base. Com isso, caso nova matéria não seja mandada para apreciação dos parlamentares, o processo de aumento salarial do funcionalismo público vai parar na Justiça do Trabalho.

Derrubada do projeto

A derrubada do projeto ocorreu em reunião tumultuada, extensa e com bate-boca. O processo começou com o diretor de comunicação do Sintramon, Huita Matozo, apresentando mais uma vez números, que segundo o sindicato, divergem dos que estão nos site da Prefeitura e da prestação de contas do Executivo. O sindicalista enfatizou que seria incoerência caso os vereadores colocassem o projeto na pauta de votações com as divergências apontadas.

Alguns vereadores não gostaram do tom do discurso de Huita e o presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD), interviu e disse que não iria tirar o projeto de pauta. Para tentar convencê-lo a mudar de ideia e evitar a votação, o emedebista, Revetrie Teixeira, pediu vistas à matéria. No entanto, Bastos seguiu firme e concedeu apenas meia hora para análise, determinando a votação ainda na noite de ontem.

Passado o tempo, o líder da prefeita na Câmara, Sinval Dias (PSDB), usou a tribuna para atacar o Sintramon e culpar o sindicato, caso os servidores fiquem sem aumento. Dias argumentou que a derrubada do projeto foi articulada pelos sindicalistas. O tom de Sinval foi o suficiente para exaltar os ânimos. Presente na plateia, a presidente do Sintramon, Isaura Bicalho, passou a discutir com o vereador tucano chamando-o de “politiqueiro de merda”.

A reunião foi interrompida novamente e na volta, Sinval alegou que a base do governo votaria conforme os vereadores da oposição. No entanto, ele foi pego de surpresa quando o petista Belmar Diniz anunciou que votaria a favor do reajuste. No entanto, Gentil Bicalho (PT) manifestou votação contrária ao projeto.

A base do governo ficou desnorteada e a votação terminou com votos favoráveis à matéria dos vereadores Belmar e Cláudio Domingues (Cebolinha – PTB). Os votos contrários somaram 11: Antônio de Carvalho Fraga (Lelê – PTB), Antônio de Paula Magalhães (Toninho Eletricista-PHS), Gentil Bicalho (PT), Geraldo Antônio Marcelino (Tonhão-PPS), Guilherme Nasser (PSDB), Fábio Lúcio (PP), Leles Pontes (PRB), Thiago Araújo (Titó-PDT), Vanderlei Miranda (PR) e Revetrie Teixeira (MDB).

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