Foto: Reprodução/Rede Globo

A mineradora Vale está em alerta máximo com a certeza de que o talude norte da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, vai se romper. A estrutura tem se movimentado de seis a 10 centímetros por dia e o paredão pode cair a qualquer momento.

O talude fica acima da cava de mineração, que está cheia de água. A barragem Sul Superior está a 1,5 quilômetros desse local.

Recentemente a Vale informou ao Ministério Público do estado que o talude estava se movimentando e que, em caso de ruptura, a barragem Sul Superior poderia se romper também. A mineradora informou que não é possível dizer exatamente qual será o impacto do rompimento do talude, mas ele pode causar uma reação em cadeia por abalos e provocar o rompimento da barragem. Outro cenário menos grave, mas não menos preocupante, é que a água da cava transborde e atinja rios da região da mina.

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O diretor de operações da Vale, Marcelo Barros, disse que a empresa trabalha com a hipótese mais grave. Disse ainda que a mineradora e o governo de Minas já vêm dizendo há alguns dias, que não há dúvidas de que o talude vai desabar.

A mineradora conseguiu autorização para colocar 200 trabalhadores dentro da mina, que está interditada, para obras de contenção da onda de lama caso a barragem se rompa. O objetivo é conter a velocidade da lama e parte dos rejeitos dentro da mina.

Blocos de granito serão alinhados em uma barreira de contenção e em outro ponto será construído um muro de 35 metros de altura, também para conter a lama. Também serão instaladas telas metálicas para reter sedimentos.

A Vale garante que todos os funcionários estão treinados para deixar a área em segurança em caso de emergência. Ainda segundo a mineradora, a previsão é que todas as obras sejam concluídas em novembro.

A empresa ainda mantém uma sala de monitoramento geotécnico, onde dados chegam em tempo real 24 horas por dia.

Reprodução/Rede Globo
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