Barragem em Barão continua em risco iminente de rompimento

Desde o rompimento da barragem da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho, , Minas Gerais tem outras 25 estruturas em alerta por riscos, inclusive de desabamento. Os números constam em relatórios da Defesa Civil estadual, que desde janeiro quando houve a tragédia vem informando a situação de cada barragem. O documento tem a data desta segunda-feira, 2 de dezembro.

Atualmente, as barragens são classificadas em três níveis de risco, seguindo critérios internacionais de classificação. Dentre as 25 estruturas classificadas em risco, 18 estão no “nível I”. Três delas ficam em Itabira e pertencem à Vale. São elas: Pontal, Itabiruçu e Santana. A barragem da Vale Sul Inferior, que fica em Barão de Cocais, também está classificada em “nível I” pela Defesa Civil.

Em “nível II” de estabilidade estão três barragens. Duas em Outro Preto – Forquilha II e Grupo, ambas da Vale. No mesmo patamar está a barragem de Rejeitos da ArcelorMittal na cidade de Itatiaiuçu.

Forquilha I e Forquilha III, também em Ouro Preto; e Sul Superior, em Barão de Cocais, estão no alerta de “nível III”, que significa risco iminente de rompimento. Nesta mesma classificação está uma quarta estrutura, a B3/B4, que fica em Nova Lima, na Região Metropolitana de capital. Esta última pertence à MBR S.A., que também é controlada pela Vale.

A entrada de uma barragem na lista de alertas da Defesa Civil não é um mero protocolo. Antes de uma barragem chegar ao nível 3, que exige essa saída imediata, elas se classificam em duas etapas de menor risco. Em Barão de Cocais, desde o dia 8 de fevereiro, cerca de 460 pessoas estão fora de casa e moram em pousadas, hotéis, ou casas de parentes, já que, naquela data, a Vale passou o alerta da estrutura de nível 1 para 2. Em Itatiaiuçu e Nova Lima, na Grande BH, outras 200 pessoas sofrem com a mesma realidade.

 

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