Barragem em risco: 6 mil pessoas participam de simulado em Barão de Cocais

Tenente Coronel da Defesa Civil do Estado, Flávio Godinho, realizou um encontro com a comunidade cocaiense no Ginásio Poliesportivo para prestar os esclarecimentos iniciais sobre as ações a serem tomadas

Nesta segunda-feira (25) foi decretado feriado municipal em Barão de Cocais para que 6 mil pessoas participem de um simulado em caso de rompimento da Barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco. Escolas e o comércio estão fechados. A entrada da cidade também ficará bloqueada por viaturas da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). As escolas das comunidades de Cocais, São Gonçalo do Rio Acima, Córrego da Onça e Boa Vista seguirão com as aulas normalmente.

Segundo o Coordenador estadual Adjunto da Defesa Civil, tenente-coronel Flávio Godinho, os trabalhos vão começar às 9h, com reuniões com pessoas das comunidades. Os encontros, também realizados às 11h e às 13h.

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As autoridades estimam que o treinamento dure cerca de 40 minutos. O deslocamento deverá ser feito a pé e os carros terão que ficar nas casas. O comandante da 54ª Companhia da PM, capitão Ednilson Emerick Caldeira, explicou que há um esquema montado para proteção patrimonial.

O nível de alerta da barragem Sul Superior da mina Gongo Soco, da mineradora Vale, em Barão de Cocais subiu de 2 para 3, na noite da última sexta-feira (22), deixando a cidade em alerta máximo para um possível colapso na estrutura. Este último nível de segurança significa risco iminente de rompimento ou rompimento já acontecendo.

A Defesa Cível Estadual está mantendo um ponto de monitoramento 24 horas da barragem Sul Superior da Vale, com câmera e operador, na Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Barão de Cocais.

Em caso de rompimento, as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo e Santa Barbara poderão ser atingidas. Para orientar a população, também ser a feito um treinamento simulado, em data a ser marcada.

João Monlevade também pode sofrer consequências com o rompimento da barragem. A lama pode contaminar o rio São João, que atravessa Barão de Cocais e simultaneamente o São João (no distrito de Barra Feliz) – que forma o rio Santa Bárbara – de onde é captada a água para abastecimento de João Monlevade. O Departamento de Águas e Esgotos (DAE) estuda medidas para enfrentar um cenário de contaminação do rio, mas alega que não possui um “plano B” caso a lama impeça o fornecimento de água. Neste caso, o abastecimento seria totalmente suspenso.

Vale já sabia do risco de rompimento

A elevação para o nível 3, o último antes do rompimento, só aconteceu 21 dias depois que a Walm Engenharia, auditoria externa contratada pela Vale, alertou para o quadro. As informações estão presentes em Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

A situação de risco iminente de ruptura também abrange outras barragens em Minas, segundo o Ministério Público. São elas: Vargem Grande, Capitão do Mato, Dique B e Taquaras, em Nova Lima; Menezes 2, em Brumadinho; Laranjeiras e Sul Superior, em Barão de Cocais; e Forquilha 1, 2 e 3, em Ouro Preto.

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