O que era para ser um domingo em família terminou em tragédia na Colônia Guidoval, zona rural de são Domingos do Prata. Ontem (8), após um desentendimento entre marido e mulher, o casal brigou, se agrediu e para se defender, a mulher atirou contra o companheiro.

Conforme o registro policial, Geraldo Magela da Silva, 52 anos, morreu com um tiro no peito disparado pela sua mulher, Leonice das Graças Cordeiro Da Silva, 43 anos. Eles eram caseiros do sitio onde aconteceu a tragédia.

A polícia foi chamada ao local e encontrou Geraldo caído no chão com uma perfuração na barriga. Ele já estava morto. Um policial ficou no lugar preservando a cena do crime enquanto outra equipe deslocou até o Hospital Nossa Senhora das Dores, onde Leonice deu entrada com vários ferimentos.

A mulher contou que durante o dia, ela e o marido fizeram churrasco em casa na companhia dos dois irmãos dela. Geraldo teria iniciado uma discussão com os cunhados, que não satisfeitos com a situação deixaram o local.

Ainda segundo Leonice, o marido estava muito exaltado e passou a agredi-la com socos e chutes em sua face. Ele também a ameaçou de morte e, com uma faca, golpeou o seu braço e o peito.

Em ato contínuo, Leonice conseguiu tomar a faca do marido, que em seguida pegou uma espingarda e fez um disparo no terreiro. O homem recarregou a arma e a deixou encostada na parede. Leonice então foi ao banheiro para lavar os ferimentos, quando Geraldo começou a agredi-la novamente.

Quando a mulher saiu do banheiro, ela  localizou a arma deixada pelo marido. O homem havia pegado outra faca e ia em direção à companheira quando ela efetuou um disparo. Leonice pulou a janela com a arma em mãos e saiu pedindo socorro, pois achou que o tiro teria sido de raspão.

A perícia técnica da Polícia Civil compareceu ao local realizou os trabalhos de praxe e liberou o corpo para ser conduzido ao IML. Ainda no local, foi localizada mais duas espingardas, 10 cartuchos intactos cal. 28, um cartucho deflagrado, e duas facas de cabo de madeira de 15 e 30 cm de lâminas.

Leonice ficou internada sob escolta policial e após receber alta médica foi encaminhada para ser ouvida pelo delgado plantonista.

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