Em março, uma aeronave da EgyptAir foi sequestrada por um homem vestindo um colete de explosivos falso, mas ninguém ficou ferido

O Comitê de Investigação de Acidentes Aéreos do Egito começou a analisar no sábado as caixas-pretas do avião da EgyptAir que caiu no mar Mediterrâneo no mês passado, com a presença de representantes da França e dos Estados Unidos, informou o órgão investigador neste domingo.

Os dispositivos de memória tanto do gravador de voz da cabine do piloto como do gravador de dados do avião foram retirados das caixas-pretas e colocados para secar por oito horas em uma instalação militar, de acordo com um comunicado do comitê.

O órgão agora está conduzindo testes elétricos em ambas as unidades de memória, um passo realizado antes de se iniciar a extração dos dados, segundo o comunicado.

Fontes do comitê de investigação egípcio disseram à Reuters que as unidades de memória do voo MS804 estão severamente danificados e que o trabalho de recuperação dos dados vai exigir “bastante tempo e esforço”.

Equipes de busca recuperaram na semana passada as caixas-pretas do avião Airbus A320, que caiu em 19 de maio durante voo de Paris para o Cairo, matando todas as 66 pessoas a bordo.

O acidente é o terceiro envolvendo a indústria aérea do Egito desde outubro, quando um avião russo caiu sobre a Península do Sinai, matando todas as 224 pessoas a bordo, em um ataque reivindicado pelo Estado Islâmico. Em março, uma aeronave da EgyptAir foi sequestrada por um homem vestindo um colete de explosivos falso, mas ninguém ficou ferido.

 

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