O presidente da Câmara, Juarez Camilo, ressaltou a implantação de câmeras de seguranças do programa Olhar Vivo – principalmente em pontos de maior reincidência de crimes – como uma das principais ações para reforçar a segurança

A instalação de câmeras do programa Olho Vivo, o aumento do efetivo e a valorização da Guarda Municipal foram os principais assuntos tratados, na primeira reunião promovida pela Câmara Municipal de Santa Bárbara, para debater a melhoria da segurança pública. Além dos vereadores, estiveram presentes Deisiane Garcia, comandante da Guarda Civil Municipal e os delegados Paulo Tavares Neto, responsável pela 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Itabira e Domiciano Monteiro de Castro Neto, titular da 19ª Delegacia de Polícia de Santa Bárbara.

O presidente da Câmara, Juarez Camilo, ressaltou a implantação de câmeras de seguranças do programa Olhar Vivo – principalmente em pontos de maior reincidência de crimes – como uma das principais ações para reforçar a segurança. Conforme disse, se a Prefeitura não se dispor a fazer o investimento, a Câmara Municipal poderá custear parte do projeto. “Para reforçarmos a segurança pública, é necessário a união de todos e, ainda, fortalecer as instituições que trabalham no combate à criminalidade. E para consolidar essa parceria, informo hoje que a Câmara está à disposição do Município para custear a instalação das câmeras, principalmente na avenida Lucinda Libânio, um dos locais de maior insegurança no Município”, disse. Embora convidada, a Prefeitura não encaminhou nenhum representante. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal há dois anos, mas ainda não foi implantando.

“Se for destinar recursos daqui da Câmara para colocar as câmeras, que a gente faça isso imediatamente”, defendeu o vereador Ermelindo Ferreira. “Já apresentei uma proposta para que a Prefeitura crie a Secretaria Municipal de Segurança Pública que poderá destinar mais atenção à implantação das câmeras e, ainda, investir no aumento do número de efetivo da guarda municipal e, ainda, armar a guarda se for possível”, completou o vereador.

Delegados de polícia defendem mais investimentos na Guarda Municipal

O delegado Paulo Tavares defendeu veementemente que o Município valorize mais a Guarda Municipal. “A Guarda Municipal desenvolve um trabalho essencial e está subvalorizada. Investir mais na Guarda Municipal seria bom, não para a Polícia Militar e nem para a Civil, mas para a população em geral”, ressaltou.

O armamento dos profissionais também foi sugiro durante o encontro. Paulo Tavares explicou: “eu defendo uma guarda armada, porém, essa legislação extrapola o Poder Legislativo. A alteração da lei deve ser feita em nível nacional. Mas acho que é necessário que antes, os guardas sejam treinados para manusearem arma de fogo. Mas acho que eles deveriam portar não apenas arma de choque, mas arma pesada”, opinou.

O delegado Domiciano Neto criticou as legislações criminais. Comentou sobre dados da criminalidade no município. “A criminalidade não é somente um problema da polícia. Aqui em Santa Bárbara eu posso afirmar que a quantidade de prisões e de inquéritos policiais que foram concluídos são recordes. Eles aumentam ano a ano. Tivemos o presídio interditado recentemente por superlotação. Isso demonstra que o serviço da polícia e de investigação têm sido realizados com eficiência. Apesar disso, a gente continua verificando diversos crimes ocorrendo. Temos agora que investigar qual é a causa disso”, afirmou.

A valorização da Guarda Municipal também foi defendida pelo delegado. “É um fato que pode contribuir positivamente”, afirmou. Ele também informou que participou de uma reunião com representantes do Executivo, realizada na semana passada, em que se tratou do projeto Olho Vivo. “São iniciativas que devem ser desenvolvidas”, afirmou.

A comandante da Guarda Civil Municipal, Deisiane Garcia confirmou que é preciso valorizar a equipe. “Como foi falado pelo delgado Paulo Tavares e pelo Domiciano Neto, a questão é a falta de valorização do nosso trabalho. Hoje eu vejo que a população valoriza muito mais o trabalho dos guardas do que o próprio órgão municipal. Temos que reconhecer que é obrigação do Estado e do Município zelar pela segurança pública e por nós, guardas municipais”, discursou.

A falta de efetivo também foi lembrada por Deisiane Garcia como um problema. “A Câmara aprovou apenas15 guardas. Meu efetivo hoje é pequeno. Então é preciso reavaliar essa lei para aumentar o efetivo da guarda”, reivindicou.

Os vereadores Luciano Pires (PHS), Paulo Rocha (PDT), Wellington Resende (PP), Geraldo Magela Silva, Timóteo Lourdes (PPS) e Geraldo Carneiro (DEM), que participaram da reunião, disseram, em posicionamentos semelhantes, que é preciso deixar os discursos e agir e que cobrarão do Executivo mais atenção à segurança pública. Eles, assim como os delegados Paulo Tavares e Domiciano Neto, lamentaram a ausência de representantes da Prefeitura na reunião.

 

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