A mesa de honra foi composta pela diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), a auxiliar de enfermagem Neuza Freitas; pelo representante da Comissão de Ética do Coren-MG, o enfermeiro fiscal Rubens Schröder Sobrinho; pela conselheira Christiane Mendes Viana; e pela enfermeira da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, Luana Caixeta. Também estiveram presentes os vereadores Belmar Diniz (PT), Fábio da Prohetel (PP), Guilherme Nasser (PSDB), Pastor Carlinhos (MDB) e Cláudio Cebolinha (PTB).

Na noite da última terça-feira, 19, a Câmara Municipal de João Monlevade sediou audiência pública promovida pelo Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG) que abordou o ensino a distância na formação dos profissionais de enfermagem. A audiência foi solicitada por meio do presidente da Comissão de Saúde da Casa, vereador Revetrie Teixeira (MDB), que presidiu a sessão.

Buscar uma formação de qualidade visando a eficácia dos serviços de enfermagem prestados à sociedade; combater a precariedade na formação, mesmo não sendo sua atividade-fim e tentar evitar procedimentos que ponham em risco a integridade física dos usuários da saúde foram os principais pontos levantados durante a audiência.

A mesa de honra foi composta pela diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), a auxiliar de enfermagem Neuza Freitas; pelo representante da Comissão de Ética do Coren-MG, o enfermeiro fiscal Rubens Schröder Sobrinho; pela conselheira Christiane Mendes Viana; e pela enfermeira da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, Luana Caixeta. Também estiveram presentes os vereadores Belmar Diniz (PT), Fábio da Prohetel (PP), Guilherme Nasser (PSDB), Pastor Carlinhos (MDB) e Cláudio Cebolinha (PTB). O presidente Djalma Bastos (PSD) justificou ausência. A iniciativa contou ainda com a presença de profissionais de enfermagem, instituições de ensino e membros da sociedade civil.

O representante da Comissão de Ética do Conselho, Rubens Schröder Sobrinho, destacou a mercantilização da educação na oferta de cursos como um dos pontos que impulsionou o crescimento do ensino a distância. “Como ensinar a distância se a formação do enfermeiro acontece em pleno processo de trabalho, exigindo do estudante e do profissional participação integral no cuidar de cada um conforme sua singular necessidade”, questionou.

A conselheira Christiane Mendes, que representou a presidente do Coren-MG, Carla Prado Silva, destacou que o Conselho não tem como atividade-fim o acompanhamento da formação, mas sim a proteção da sociedade em relação às atividades da enfermagem. “É de suma importância que esse assunto esteja dentro desta Casa para ser discutido, já que esses profissionais estarão dentro de pouco tempo no mercado e esta atuação será regulada por nós”, disse.

A enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde, Luana Caixeta, mostrou-se preocupada com o ensino a distância na enfermagem. Ela destacou que a essência da enfermagem está no cuidado, o que não é possível fazer estando distante. Formada há 13 anos, a enfermeira contou que vivenciou a prática em si somente após sete anos no mercado de trabalho. “A saúde ensinada a distância é inviável”, declarou.

Ao fim da audiência, os vereadores se mostraram preocupados com a situação do ensino a distância para o curso de enfermagem e ressaltaram a importância de a classe se unir para evitar que novos cursos EAD sejam criados. “Estamos falando em saúde pública, em vidas, e isso deve ser levado a sério. O profissional de enfermagem é aquele que está ao lado do paciente o tempo todo e, por isso, precisa de uma formação adequada. Não podemos ser coniventes com essa situação”, concluiu Revetrie.

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