Catorze pessoas morrem por dia nas estradas federais

A cada uma hora e quarenta minutos morre uma pessoa nas estradas federais do país. São 14 pessoas por dia. Em 2018, foram cinco mil 269 mortes. O número é 16% inferior em relação ao ano anterior e 40% a menos do que o ano de 2011, quando a série histórica registrou o maior número de mortes. Foram 8 mil 675 óbitos nas estradas federais naquele ano.

Já o número total de acidentes chegou a mais de 69 mil em 2018, sendo 77% deles com vítimas, mortos ou feridos. Esse número de acidentes com vítimas caiu 9% em relação a 2017, mas se compararmos com 2007, quando os dados começaram a ser compilados, é possível observar um crescimento de 2%, mantendo mais ou menos estável o número de acidentes com vítimas nesses últimos 11 anos.

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Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela CNT, a Confederação Nacional do Transporte, com base em informações da Polícia Rodoviária Federal.

Para o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, o aumento no número de multas e de sinalização nos últimos anos pode explicar a redução das mortes, mas ele alerta que o país ainda está longe de nações mais desenvolvidas, como França, Canadá, Austrália e Estados Unidos. Esses países tinham os mesmos índices de acidentes do Brasil na década de 1980.

O diretor da CNT aponta ainda a falta de sinalização e a infraestrutura precária como principais fatores de risco nas rodovias federais. A região com mais mortes é a Nordeste, que concentra um terço delas ocorridas nas rodovias federais. Em seguida, vem o Sudeste, com 24% das mortes. Já as BRs 101 e 116, que cortam o país de Norte a Sul, são as mais perigosas. Elas concentram 24% das mais de cinco mil mortes registradas no ano passado.

A CNT calcula que o custo econômico dos acidentes rodoviários no Brasil chega a R$9,7 bilhões só em 2018. O valor é superior ao que foi investido em infra-estrutura nas rodovias no mesmo ano, que chegou a quase R$7,5 bilhões.

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