A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) adverte: o consumidor vai pagar mais caro na conta de luz, caso não haja acordo com a União para impedir que as quatro usinas da empresa sejam leiloadas, em setembro.

Em nota, a Cemig acentua que “a manutenção do leilão das Usinas de São Simão, Volta Grande, Miranda e Jaguara no formato atual terá impacto direto no consumidor residencial, que passará a pagar R$ 140 por megawatt-hora para rentabilizar o investidor, o que representa um expressivo aumento na tarifa”, afirmou.

Na última terça-feira, a direção da Cemig esteve com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lúcia, para reafirmar o compromisso em um acordo com a União.

A Companhia não detalhou como seria esse acordo, porém, garantiu que “a proposta da Cemig contempla benefícios objetivos para a União”.

Para entender o problema: desde 2012 a Cemig briga na Justiça para não perder a concessão das quatro usinas. As concessões delas quatro já venceram, porém a Cemig não quis aderir à Medida Provisória (no governo Dilma) que possibilitava a renovação antecipada. Entendeu que as contrapartidas não compensavam. Então, o governo deixou as usinas nas mãos da Cemig até a realização do leilão. A Companhia entende que tinha direito à renovação automática dos contratos. Esse é o imbróglio judicial.

O governo Temer espera arrecadar algo em torno de R$ 10 bilhões no leilão, dos quais R$ 1 bilhão será da Cemig, por benfeitorias realizadas. Ainda não houve acordo. As usinas representam grande parte dos ativos da Companhia.

A energia gerada por elas cai no sistema nacional e é vendida para as distribuidoras. No leilão, vence quem também garante o melhor preço. Os chineses podem entrar na jogada. Ou a própria Cemig pode participar (o que deve ocorrer) e garantir a permanência das quatro.

“A Cemig reafirma sua postura em buscar uma solução negociada com a União, evitando, assim, a quebra do contrato firmado em 1997. Essa ruptura pode ainda desencadear altos valores de indenização à Cemig e inviabilizar o leilão das três usinas marcado para o final de setembro”, finaliza a nota. (Amália Goulart – Hoje em Dia)

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