Cemig realiza operação ‘antigatos’ em diversas cidades mineiras

A Cemig está fechando o cerco contra os consumidores que insistem em praticar furto de energia – popularmente conhecido como “gato”. A empresa acaba de finalizar uma operação que ocorreu simultaneamente em vários municípios. Nessa ofensiva contra irregularidades, cerca de 400 clientes foram visitados para vistoria e outros 1.700 tiveram o fornecimento de energia cortado.

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Durante a operação, foram encontrados 150 equipamentos com indícios de fraudes, cerca de 40% dos medidores inspecionados. Os equipamentos suspeitos foram retirados e levados para perícia no laboratório da companhia. Além das inspeções, também foram executados cerca de 1.700 cortes por inadimplência.

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As inspeções ocorreram em Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Ipatinga, Teófilo Otoni, Divinópolis, São João Del Rei, Capitólio e Nova Resende, e contou com a participação de 150 profissionais da Cemig.

As ligações irregulares e clandestinas geram prejuízo anual de aproximadamente R$ 300 milhões à companhia.

De acordo com o engenheiro de planejamento energético da Cemig, Armando Rocha, a tarifa dos consumidores mineiros poderia ser até 5% mais barata se não houvesse ligações irregulares e clandestinas na área de concessão da Cemig. Por isso, a companhia investe em operações e possui, ainda, um centro de inteligência que acompanha o consumo em tempo real de todos os seus clientes.

“Acompanhamos o consumo dos mais de oito milhões de clientes e, além de fazer a rotina diária de inspeções através dessas avaliações de consumo, fazemos inspeções rotineiras e mutirões em todos o estado. Temos encontrado muitas irregularidades e, ao corrigi-las, conseguimos preservar a receita da companhia”, destaca o engenheiro.

Armando Rocha ressalta que essa fraude acontece em todas as classes sociais e precisa ser combatida exaustivamente para conscientizar a sociedade: “É uma questão de cultura e estamos combatendo isso. O prejuízo é rateado entre a Cemig e todos os consumidores adimplentes, diminuindo os ganhos da distribuidora e encarecendo a tarifa para aqueles que usam a energia de maneira honesta”.

Prática é criminosa

Caso seja confirmada a irregularidade pela Cemig, o titular da unidade consumidora pode responder criminalmente, já que a intervenção é crime previsto no artigo 155 do Código Penal e prevê multas e pena de um a oito anos de reclusão, além da obrigação de ressarcimento de toda a energia furtada e não faturada em até 36 meses, de forma retroativa.

“Além da sobrecarga na rede elétrica, as ligações irregulares podem causar graves acidentes, danos aos equipamentos elétricos e queda na qualidade da energia, devido às constantes interrupções no sistema elétrico provocadas pelo consumo irregular. Vale lembrar, ainda, que várias ocorrências de rompimento de fios e queima de transformadores são registradas devido a essa prática criminosa”, finaliza Armando Rocha.

As ligações irregulares e clandestinas representam a segunda maior causa de mortes com eletricidade no Brasil, atrás apenas de acidentes fatais na construção civil e manutenção predial. A população pode denunciar irregularidades pelo telefone 116. O risco de acidentes decorre da falta de padronização e de proteção adequada das ligações ilegais, que muitas vezes deixam os cabos de energia expostos.

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