O próximo Censo Demográfico a ser realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), previsto para 2020, vai incluir um levantamento específico das comunidades quilombolas em todo o país.

Esses povos têm origem nos quilombos, formados por negros que fugiam da escravidão. Muitas dessas populações permaneceram no território até hoje. A Constituição de 1988 deu o direito à terra para os remanescentes.

É o primeiro levantamento da população quilombola do Brasil. Uma demanda antiga dos movimentos que representam este segmento, já que não existe um mapeamento preciso desse povo tradicional do país.

A metodologia que será utilizada no censo está em fase de teste. Segundo a Conaq, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, em 2017 o projeto piloto foi realizado no Rio de Janeiro.

Nos territórios visitados, até 90% das pessoas se autodeclararam quilombolas. Até o ano que vem a expectativa é que 12 estados tenham testes semelhantes.

A medida é fruto de parceria entre o Ministério dos Direitos Humanos, as Nações Unidas, a Conaq e órgãos como o Incra e a Fundação Cultural Palmares.

De acordo com o ministério, os dados vão ser úteis para construir políticas públicas mais precisas voltadas a essa população.

Segundo a Fundação Cultural Palmares, que formaliza a existência de grupos quilombolas no país, existem mais de 3 mil comunidades certificadas no Brasil.

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