Colônia Bom Samaritano precisa de doações para internos

Clínica não recebe repasse da Prefeitura de Monlevade há seis meses e pode ter que interromper tratamento de 15 internos

Clínica não recebe repasse da Prefeitura de Monlevade há seis meses e pode ter que interromper tratamento de 15 internos. Foto: Arquivo

A Comunidade Terapêutica Colônia Bom Samaritano, de João Monlevade, enfrenta grave crise financeira e pode ter que interromper o tratamento de pelo menos 15 internos.  Isso porque a clínica de reabilitação está há seis meses sem receber repasse financeiro da Prefeitura de João Monlevade. O dinheiro é usado para arcar com os custos dos pacientes que enfrentam problemas com álcool ou drogas.

Por conta da falta de dinheiro, familiares de outros internos, se mobilizam em campanha para angariar alimentos e materiais de limpeza. Doações podem ser deixadas no escritório da Colônia (avenida Getúlio Vargas, 4232 – lj-2 – prédio da Singer) ou com Maria do Perpétuo Socorro de Oliveira, irmã de um dos internos e que encabeça a campanha.O contato dela é o 9 8509-3692.

“Na quarta-feira [dia 18], não havia nem açúcar para um café e nem onde comprar, pois os supermercados não querem fornecer devido uma dívida  da alimentação dos 15 internos. Então, vamos pensar no problema  atual.  Preciso entre meus amigos de contribuição de qualquer  gênero  alimentício.  O interno é  um problema  social  e de saúde  pública.  Se não  conseguimos mantê-los  pelo meio de direto vamos pela corrente do bem”, falou Socorro.

Dos 15 internos mantidos pela Prefeitura de João Monlevade, alguns estão em reabilitação por determinação judicial. Além deles, passam por tratamentos pacientes mantidos pelas prefeituras de Bela Vista de Minas e Nova Era, além de internos custeados pela ArcelorMittal e particulares. O custo do tratamento mensal é de cerca de R$ 1 mil.

Marco Regulatório

Na semana passada, o vereador Belmar Diniz (PT) alertou sobre o problema da falta de repasse para entidades por parte da Prefeitura de João Monlevade devido a vigência do Marco Regulatório, que  estabelece um novo regime jurídico para celebração de parcerias.Com isso, as entidades precisam se adequar em uma série de exigências  impostas pela legislação para receber dinheiro das administrações públicas. Ainda conforme o vereador, a Prefeitura de João Monlevade alegou que algumas entidades estão em processo de regulamentação junto ao Executivo e que todos os problemas iriam se resolver até o final de abril.

Informações levantadas por Belmar dão conta de que, por conta da vigência do Marco Regulatório, estão sem receber repasses da administração de João Monlevade, desde janeiro, a Atlimarjom (R$ 10.690), a Apasmon (R$ 5.788), a Bom Samaritano (R$ 17.000) e o Lar São José (R$ 4.700). “Minha preocupação é que as entidades contam com essa ajuda inclusive para pagar funcionários e custeio de materiais”, pontuou o vereador que destacou que os valores financeiros não serão repassados de forma retroativa.

Sobre a Colônia

A Comunidade Terapêutica Colônia Bom Samaritano (CTCBS) é uma organização sem fins lucrativos e filantrópica, criada em 1995, por um grupo de pessoas voluntárias. A entidade se sustenta através de doações, de parcerias diversas e de alguns eventos beneficentes organizados por ela mesma.

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