Coluna de Breno Eustáquio

Reflexões

Para estreia de minha coluna aqui n’O Popular, vou de pequenas reflexões e observações da minha experiência de vida, além de fatos ficcionais da minha vasta imaginação…

Ter e ser
Primeiro te ensinam que o mais importante na vida é “ter”. E você trabalha, trabalha e trabalha para ter as coisas. É difícil, mas você não desiste. Até que um dia a vida te mostra que nem tudo que se tem serve para te fazer feliz. Aí você foca no “ser” e pergunta para si mesmo: “quem sou eu?” ou “quem pretendo ser?”. É nesse momento que você começa a selecionar amigos, amores e experiências que realmente valem a pena. São tão restritas que cabem na palma da mão. Talvez, para ser feliz não seja preciso tanto…

Felicidade I

Outro dia fiquei sabendo que é possível medir o nível de felicidade cientificamente. É o chamado FIB (Felicidade Interna Bruta), criado no Butão, um pequeno país do Himalaia. Para medi-lo, é necessário considerar nove dimensões: bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, meio ambiente, governança e padrão de vida.

Felicidade II

Dizem que, assim como o PIB (Produto Interno Bruto) a Organização das Nações Unidas (ONU) usa o FIB para calcular a felicidade das nações. Agora não faço ideia como se calcula isso. Parece ser uma fórmula matemática bem complicada. Apesar de o FIB Butanês ter contado com a colaboração de cientistas laureados com Prêmio Nobel, tenho para mim que esse assunto é bastante pessoal. O que me faz feliz pode muito bem fazer alguém triste e vice-versa.

Educação I

Enquanto no Brasil vocifera-se que o problema social principal gira em torno da corrupção, minha modesta opinião de educador me faz pensar o que nos assola é a falta de educação. Afinal, num país de educados não há corruptos. Pelo menos não deveria haver.

Educação II

Agora, caro leitor, permita-me desdizer o que afirmei na nota acima. É que num processo seletivo de uma universidade qualquer, fala-se que a professora de Ética foi aprovada num processo de cartas marcadas. Está difícil botar fé na humanidade.

Difícil I

Outro dia quase sofri um acidente. Na rodovia, as placas de trânsito diziam que a velocidade máxima permitida era de 80 km por hora. Resolvi respeitar a sinalização e quase passaram por cima de mim. Nunca ouvi tantos palavrões.

Difícil II

Em Monlevade, uma briga de trânsito chamou minha atenção. Uma senhora berrava com um motorista que quase a atropelou. O argumento da mulher era que ela estava na faixa de pedestres. Quieto, o motorista arrancou e não deu muita bola. Afinal, ele estava certo. Havia sinal no cruzamento e, no momento da travessia, estava vermelho para a “dona da razão”. Esse é o retrato do Brasil. Um país com pessoas consciente de direitos, mas que não faz questão de cumprir com seus deveres.

Breno Eustáquio, jornalista e professor

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