Associação deu início a uma campanha que visa ampliar o debate sobre o autismo na cidade (Fotos: Arquivo OP)

Com apoio da igreja católica, mães que integram a Associação de Pais e Amigos do Autista de João Monlevade (ASPAA), deram início neste domingo (1º de abril), a uma campanha que visa ampliar o debate sobre o autismo na cidade.

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O trabalho de conscientização começou nas missas e será estendido às escolas e outras entidades, segundo informou Simone Barcelos, uma das integrantes da ASPAA. Foram distribuídos panfletos informativos sobre o que é o autismo, e orientação de como os pais devem ficar atentos aos sinais da condição, pois quanto mais precoce o diagnóstico e tratamento com terapias, maior será a qualidade de vida da criança.

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As ações integram o “Dia Mundial da Conscientização do Autismo”, celebrado nessa segunda-feira (2). A intenção é integrar a comunidade e os diversos setores com intuito de promover maior envolvimento na questão. Com pouco mais de um ano de criação, a Associação conta com cerca de 20 membros e já está amparada legalmente. Agora, o próximo passo é montar uma sede física para que possam ser oferecidas atividades e acompanhamento para os portadores da síndrome e de seus familiares.

Outra questão que os membros tentam conseguir é atendimento médico especializado para as crianças. Isso porque apenas uma profissional disponibiliza consultas pela rede privada – o que para muitos pais é complicado devido ao custo financeiro. Com o atendimento, o profissional médico pode emitir um laudo que ateste a condição de autista, o que ajuda aos pais na busca de tratamentos.

Em João Monlevade, conforme levantamento da Associação de Cooperação e Integração dos Portadores de Deficiência de João Monlevade (Acinpode), há mais ou menos 1300 pessoas que sofrem autismo. No entanto, os números não são precisos porque nem todos os pacientes possuem o laudo que ateste a síndrome.

Resultado de imagem para autistaO que é Autismo?

O autismo se caracteriza quando a pessoa tem muita dificuldade de socialização, de interagir com outras pessoas e fica muito isolada, em uma visão de mundo só dela.

Sintomas

Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum são os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) Ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental.

2) O portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão.

3) Domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.

Diagnóstico

O transtorno, segundo especialistas, não tem cura, mas o trabalho de estimulação, o uso de medicação e a interação são maneiras de desenvolvimento do paciente, desde criança até a fase adulta. Entre os motivos mais comuns que levam os pais a buscarem ajuda médica estão o constante olhar fixo do bebê e a falta de interesse por outras crianças.

Tratamento

O grau de intensidade do transtorno é que irá definir qual será o tratamento dos pacientes.
Fonte: www.brasil.gov.br

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