Policiais realizaram um novo ato na manhã desta terça-feira (Alex de Jesus/O Tempo)

Em matéria publicada pelo jornal O Tempo, o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, garantiu, na manhã desta terça-feira (20), que não haverá greve. A possibilidade foi levantada após uma manifestação de servidores contra a Proposta de Lei Complementar (PLP) 257, que está sendo discutida no Congresso.

A medida trata da renegociação da dívida dos Estados, mas provoca, segundo as categorias, cortes em benefícios de servidores públicos. A Polícia Civil também protocolou nessa segunda-feira (19) um documento informando que a corporação pode entrar em greve se o texto for aprovado.

 

Entenda

O Projeto de Lei Complementar prevê a renegociação da dívida dos Estados com a União. O texto aprovado na Câmara em agosto postergava o pagamento das parcelas dos débitos diante da crise financeira dos Estados.

Depois de ser aprovado na Câmara Federal, o projeto de refinanciamento da dívida recebeu emendas no Senado que afetam os trabalhadores. Agora, o texto terá que passar novamente na Câmara dos Deputados e, se for aprovado, segue para sanção do presidente Michel Temer.

Os governos que aderirem à renegociação proposta terão que adotar contrapartidas como congelar salários e promoções enquanto vigorar o acordo; não poderão fazer publicidade, por exemplo, para comunicar a volta às aulas; terão que elaborar plano de desestatização de empresas públicas. As medidas atingiriam todo o funcionalismo, e não só os servidores da segurança.

Salários de militares

O primeiro posto da hierarquia militar é o de soldado, com salário inicial de
R$ 4.098,43. Já a patente de coronel é a mais alta, com salários a partir de R$ 15.776,36, dependendo do tempo de serviço e das promoções, mas que não podem ultrapassar o teto máximo de R$ 36.713,88. Os militares mudam de patente por tempo de serviço, cursos de formação e concursos.

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