Comércio de ambulantes no centro de Monlevade volta a gerar crítica na Câmara

O comércio de dezenas de produtos por vendedores ambulantes no centro de João Monlevade voltou a gerar crítica na Câmara de Vereadores da cidade. É que pipocam a oferta de produtos e, nessa época do ano, fica quase impossível transitar nas calçadas devido a presença maciça de vendedores.

Na administração passada, o ex-prefeito Teófilo Torres (PSDB) tentou organizar a situação dos ambulantes e transferiu os vendedores para a praça do Povo. Fiscais de postura também coibiam o comércio das mercadorias, sob o risco de multas e apreensão dos objetos. A ação durou pouco tempo e logo depois a avenida Wilson Alvarenga voltou a ficar tomada de ambulantes.

O vereador do PR, Vanderlei Miranda, foi quem retomou a discussão sobre o assunto, na última quarta-feira (6), em reunião ordinária do Legislativo. Ele pontuou que procurou o secretário de Serviços Urbanos, Rivaldo de Brito, para que faça a fiscalização dos ambulantes. No entanto, conforme relatos do vereador, nenhuma providência foi tomada.

“Está quase impossível pedestres usarem a calçada diante da invasão dos camelôs. Perto do supermercado Bretas tem um vendedor com mais de 200 produtos”, argumentou Miranda que completou: “não sou contra as pessoas buscarem uma forma de sustento diante dessa crise econômica, mas muitos vendedores não são de João Monlevade e poderiam explorar esse serviço na cidade deles”.

Além das calçadas, muitos vendedores ocupam também vagas de estacionamentos rotativos. O fato, acaba afastando consumidores das lojas da cidade por não acharem lugar para deixai o veículo. Conforme o Setor de Trânsito e Transporte da Prefeitura (Settran), o órgão está atento à situação e todos os carros estacionados na avenida pagam o rotativo, sendo cobrados e fiscalizados pelos monitores de trânsito.

A presença dos ambulantes também é alvo de reclamações por parte dos comerciantes. Em entrevista recente, o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Luiz Carlos Valente, foi enfático ao criticar a falta de fiscalização desses vendedores. Na época, ele disse que a administração municipal tem feito vistas grossas para a situação.

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui