Os turistas que visitam Tiradentes, a histórica cidade do ciclo do outo mineiro, podem se deliciar com o concerto de órgão da igrejinha de Santo Antônio, famosa pela beleza da arquitetura barroca. Todas as sextas feiras do ano – exceto na Sexta-feira Santa – a apresentação é realizada ao público, às 20h, com diferentes organistas que se revesam para tocar o órgão do século XVIII.

O instrumento foi feito em 1785, na cidade do Porto, em Portugal. Depois de restaurado, em pleno funcionamento, o órgão da matriz de Santo Antônio é motivo de orgulho e voltou ao centro da vida comunitária, religiosa, cultural e musical de Tiradentes.

Os ingressos para os concertos podem ser adquiridos a partir de R$ 35,00 (inteira) e R$ 20 (meia). A atividade costuma lotar a igrejinha.

Catedral Santa Fé

Em Mariana, a Catedral da Sé, que passa por restauro, guarda o mais precioso de todos os órgãos históricos mineiros. O modelo é o único em funcionamento, mas os concertos estão suspensos temporariamente.

O órgão da Sé de Mariana foi construído na primeira década do século VXIII, em Hamburgo, na Alemanha. O instrumento chegou ao Brasil em 1753, como presente da coroa portuguesa ao primeiro bispo de Mariana.

Reinaugurado em 1984, o órgão é o principal destaque da vida musical da cidade mineira. O instrumento acompanha missas e celebrações litúrgicas, além de ser usado em concertos internacionais que reúnem, no Brasil, organistas de renome mundial.

Museu

O Museu Regional de São João Del Rei também guarda outra preciosidade da música barroca mineira. Após restauração, o órgão de tubos da cidade, que ficou 80 anos em silêncio, voltou a funcionar.

Fabricado no final do século XVIII, em São João Del Rei, o instrumento é o único em funcionamento fora das igrejas e feito no Brasil, com técnicas e materiais locais.

Diamantina, Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, também se destaca no cenário da música antiga com a preservação de outro instrumento histórico do barroco de Minas Gerais.

Assim como o seu casario preservado, o órgão de Diamantina é um importante relicário do barroco no Brasil e mantém viva, no interior do País, a voz de um passado de esplendor e glória, onde a arte e a religião, refletiam a riqueza do ouro das Minas Gerais.

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