O Queijo Minas Artesanal mantém as características de produção artesanal, a partir de mão de obra familiar (Divulgação/Emater)

O principal concurso do Queijo Minas Artesanal do estado já tem os vencedores de 2017. Este ano a competição foi promovida pela primeira vez no Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes.

Foram escolhidos os melhores queijos das sete regiões produtoras de Minas Gerais: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro.

Trinta e um queijos participaram com concurso, que chegou a sua 10ª edição. O julgamento e o anúncio foram realizados no sábado (26/8). Os queijos foram avaliados de acordo com os critérios de apresentação, cor, textura, consistência, paladar e olfato.

O Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal foi promovido pelo Governo de Minas Gerais, por intermédio da Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Projeto Fartura Gastronomia.

“O Queijo Minas Artesanal é um símbolo de Minas Gerais, pois representa muito da nossa mineiridade, o que nós somos. Trazer este concurso para o Festival de Tiradentes é reconhecer o trabalho dos produtores e dar visibilidade para o queijo”, disse o presidente da Emater-MG, Glenio Martins.

Todos os produtores que participaram da disputa têm suas queijarias cadastradas no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e foram classificados após vencerem os concursos regionais do Queijo Minas Artesanal, promovidos pela Emater-MG ao longo do ano.

Nas duas regiões onde não foram realizados concursos (Campo das Vertentes e Triângulo Mineiro), os produtores cadastrados no IMA foram convidados a participar do evento estadual.

“O Governo está avançando na legislação e em pesquisa. É um setor que movimenta a economia de 30 mil famílias. Uma atividade que gera renda, oportunidade para os produtores”, afirmou o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leitão.

Após a divulgação do resultado, os vencedores da Categoria Ouro foram recebidos, em Tiradentes, pelo governador Fernando Pimentel e pela presidente do Servas, Carolina de Oliveira Pimentel.

O produtor Antônio Lima Rosa foi o campeão da região do Cerrado e estava emocionado com o resultado obtido no concurso. “Este prêmio é um reconhecimento dos mineiros pelo trabalho do produtor rural. Estou muito feliz. E agradeço a Emater que nos ajuda com todo este trabalho”.

Já a produtora Lúcia Maria Resende foi a vencedora da região do Campo das Vertentes. Ela conta que o trabalho de produção de queijo é feito com a família e que todos estavam com muita expectativa sobre o concurso.

“É muita emoção, uma satisfação enorme. Tivemos aqui o reconhecimento de um trabalho árduo, mas que é feito com muito carinho, muita dedicação. Todos na família trabalham juntos. É a agricultura familiar”, comemorou após receber o prêmio.

Vencedores

Confira abaixo a lista dos vencedores da 10ª Edição do Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal:

Categoria Ouro:

Região Araxá

Reinaldo Antônio de Lima – município de Araxá

Região Campo das Vertentes

Lúcia Maria Resende – município de Tiradentes

Região Canastra

Onésio Leite da Silva – município de São Roque de Minas

Região Cerrado

Antônio Lima Rosa – município de Patrocínio

Região Serra do Salitre

José Baltazar da Silva – município de Serra do Salitre

Região Serro

Aguimar Antônio Barbosa – município do Serro

Região Triângulo Mineiro

Gilson Fernandes Cruz – município de Monte Carmelo

Categoria Prata

Região Araxá

Joel Urias Leite – município de Sacramento

Região Campo das Vertentes

José Orlando Ferreira Júnior – município de Carrancas

Região Canastra

Reginaldo Miranda de Andrade – município de Medeiros

Região Cerrado

Marcos João Bispo – município de Rio Paranaíba

Região Serra do Salitre

Willian José Moreira – município de Serra do Salitre

Região Serro

José Helidey Ferreira de Oliveira – município de Santo Antônio de Itambé

Região Triângulo Mineiro

Jales Clemente de Oliveira – município de Monte Carmelo

Categoria Bronze

Região Araxá

Alexandre Honorato – município de Araxá

Antônio Onofre dos Passos – município de Ibiá

Carolina Bavaresco Guaritá – município de Sacramento

Região Campo das Vertentes

Eurico Taroco – município de São João del Rei

Região Canastra

Miguel Marcélio de Faria – município de São Roque de Minas

Valter Caetano Leite – município de Medeiros

Região Cerrado

Geraldo José Brandão – município de Carmo do Paranaíba

José Maria de Oliveira – município de Rio Paranaíba

Wellington Carlos Vieira – município de Cruzeiro da Fortaleza

Região Serra do Salitre

Geraldo Moreira da Silva – município de Serra do Salitre

Vanderlino dos Reis Moreira – município de Serra do Salitre

Mário Henrique da Silva Sobrinho – município de Serra do Salitre

Região Serro

Vismar Ênio Pimenta – município de Alvorada de Minas

Anésio Barroso – município de Sabinópolis

Ernandes Ferreira do Carmo – município do Serro

Região Triângulo Mineiro

José Eustáquio Moreira Jordão – município de Uberlândia

Dário Peixoto de Oliveira – município de Araguari

Queijo

O Queijo Minas Artesanal mantém as características de produção artesanal, a partir de mão de obra familiar, com produção em baixa escala e utilização de leite cru (não é permitido leite pasteurizado). Outra exigência é que ele precisa ser maturado entre 14 a 22 dias, dependendo da região.

O modo de fazer do queijo é um conhecimento passado entre gerações e foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). E, para preservar essa tradição e garantir a qualidade do queijo, existem leis e normas que regulamentam a produção.

Na fabricação do Queijo Minas Artesanal, o processamento deve ser iniciado até 90 minutos após o começo da ordenha. O leite não poderá passar por nenhum tratamento térmico. Só podem ser utilizados como ingredientes culturas lácticas naturais como pingo, soro fermentado (ou soro-fermento), coalho e sal.

Dentro da queijaria as fases são as seguintes: filtração, adição de fermento natural e coalho, coagulação, corte da coalhada, mexedura, dessoragem, enformagem, prensagem manual, salga seca e maturação.

Os queijos das sete regiões produtoras possuem características próprias que lhes conferem uma identidade regional, em função da altitude, temperatura, tipo de solo, pastagens e umidade relativa do ar.

São aspectos que favorecem o desenvolvimento de determinados micro-organismos no processo biológico de sua produção e maturação. As condições naturais e o saber fazer característico de cada região dão ao Queijo Minas Artesanal uma identidade própria, de acordo com o local onde é fabricado.

Programa Queijo Minas Artesanal

O Governo de Minas Gerais, por intermédio da Secretaria de Estado de Agricultura, Emater-MG e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), desenvolve o programa do Queijo Minas Artesanal.

O Estado trabalha com número estimado de 30 mil produtores de queijos artesanais, sendo que, desse total, 9 mil estão nas sete regiões tradicionais, caracterizadas e reconhecida. A produção aproximada dessas regiões é de 50 mil toneladas por ano.

A Emater-MG orienta os produtores em boas práticas de fabricação para garantir a segurança alimentar e facilitar o cadastramento das queijarias no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgão responsável pela inspeção sanitária.

O programa contempla a organização dos produtores, padronização de produtos, melhoria de embalagens, qualificação dos produtores e técnicos, comercialização e, finalmente, a melhoria da qualidade dos queijos.

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