Contratação de monitores do sexo masculino para creches em Monlevade gera polêmica

Vereador Leles pontes (na Tribuna) ficou constrangido com atitude de secretário de Educação

A contratação de pelo menos três monitores do sexo masculino para trabalhar em creches em João Monlevade gerou grande polêmica durante a reunião da Câmara de Vereadores na última quarta-feira (30 de junho).

Quem pontuou sobre o assunto foi o vereador Carlos Roberto Lopes (pastor Carlinhos-PMDB) que alegou ter sido procurado por mães de alunos que reclamaram da situação. O vereador ponderou que a situação precisa ser revista. “Monitor masculino é complicado”, pontuou.

Diante da colocação do parlamentar peemedebista, o professor-vereador Leles Pontes (PRB), que é presidente da Comissão de Educação do Legislativo, tratou de ir apurar a reclamação junto  ao secretário municipal da pasta, Teotino Damasceno. No entanto, segundo Leles, ele foi destratado pelo profissional que teria alegado já ter municiado outro vereador com as informações já que ele “não teria destreza para argumentar e explicar sobre a questão na Tribuna”.

Nos bastidores, a informação é de que Leles teria tentado contato telefônico com Teotino, que não atendeu à ligação. No entanto, o secretário teria ligado, em seguida, para o presidente da Casa, Djalma Bastos (PSD). A ligação foi atendida por Leles, que teria ouvido a crítica do secretário.

A atitude de Teotino foi duramente repudiada pelos demais parlamentares e a reunião chegou a ser suspensa por alguns minutos pelo presidente da Câmara, Djalma Bastos (PSD) que argumentou ser inadmissível a situação. “É preciso ter respeito com o Poder Legislativo”, enfatizou. Com a suspensão do encontro, os membros da Comissão de Educação se reuniram e com base na Lei Orgânica municipal decidiram pela intimação do secretário de Educação, Teotino Damasceno, para que se explique pessoalmente sobre os fatos.  Para isso foi agendada uma reunião no próximo dia 6, às 16h, na Câmara.

Mal entendido

Procurado, o secretário de Educação, Teotino Damasceno, disse que tudo não passou de um mal entendido. Segundo ele, de fato recebeu uma primeira ligação, contudo seu celular acabou descarregando. Em seguida, ao ver que se tratava do número de Djalma, retornou a ligação que foi atendida por Leles.  Segundo Teotino, Leles lhe disse que Djalma queria saber um posicionamento da Prefeitura em relação à atuação dos monitores do sexo masculino nas creches, porém ele estava na reunião e por isso, naquele momento, não poderia lhe atender. De acordo com o secretário, diante disso, ele apenas pediu a Leles que dissesse a Djalma para explicar na Tribuna o fato de a Prefeitura não ter o que fazer sobre o assunto, já que no edital de concurso público não pode haver nenhum tipo de discriminação, seja ela sobre sexo, religião, opção sexual, entre outras. Ainda de acordo com Teotino, ele irá procurar Leles para resolver o mal estar.

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