Cresce o número de casos de leishimaniose em João Monlevade

Segundo a Visa, mas de 50 animais já foram sacrificados no canil municipal até o momento e mais de 350 em toda a cidade

Todos os animais devem ser vacinados. Arquivo/O Popular

O risco de uma epidemia de leishmaniose em João Monlevade preocupa a população e os órgãos de saúde na cidade. Os cães são os principais hospedeiros do protozoário perigoso para o ser humano e transmissor da doença.  A doença é causada pelo parasita leishmânia e transmitida para o homem pela picada do mosquito-palha.

Segundo dados da Visa, somente neste ano, foram sacrificados mais 50 cães no canil municipal e cerca de 350 em toda a cidade, entre animais que viviam pelas ruas e em residências, todos contaminados pela doença.

Ainda de acordo com o levantamento do órgão sete pessoas foram infectadas pela doença, dessas, duas morreram. Uma durante tratamento no Hospital Margarida e outra a caminho de Belo Horizonte, quando era transferida para um hospital da capital.

Para evitar novas contaminações agentes da Vigilância em Saúde (Visa) estão visitando todas as residências para vistoriar e orientar a população sobre a doença. Na oportunidade são entregues panfletos com dicas de como evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença como manter a casa e o quintal limpos, embalar bem o lixo e não jogar lixo em terrenos baldios; evitar o acúmulo de matéria orgânica como folhas, restos de frutas e restos de comidas; colocar telas nas residências e na casinha dos animais, usar no cão produtos repelentes do inseto, com coleiras impregnadas com Deltametrina e evitar passear com o cão das 18h às 06 da manhã, horário de atividade do mosquito.

Segundo a secretária de saúde, Andréa Peixoto, a situação é tão grave que já é considerada endêmica na cidade.

Nos cães, a doença pode levar até dois anos para se manifestar. Os principais sintomas são emagrecimento, perda de pelo ao redor dos olhos e crescimento anormal das unhas, fígado e baço. Quando o resultado do exame é positivo, é retirada uma amostra de sangue e enviada para a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, responsável por fazer os testes no estado. “Os agentes colhem o sangue e depois retornamos às casas e é colhido o sangue na veia do animal e os que dão positivo a gente recolhe”, explicou Andréa.

No homem, os sintomas se confundem com os de gripe: febre irregular por mais de 7 dias; falta de apetite, emagrecimento e fraqueza,  tosse seca, anemia, problemas renais e, em alguns casos, feridas na pele. No ser humano, a forma mais perigosa é a leishmaniose visceral, que não apresenta sintomas. Na maioria dos casos, quando a doença é descoberta, já está avançada e pode levar a morte. Por isso, a população precisa evitar a proliferação do mosquito transmissor. “É importante a população limpar os quintais, não deixar lotes sujos. É muito importante, porque não é na água que ele procria e é difícil o controle desse flebótomo”, reforçou a secretária de saúde.

A Visa orienta a população que em caso de alterações físicas no cão e a apresentação de alguns dos sintomas citados, o proprietário do animal deve ligar imediatamente para o órgão pelos telefones 3852-4402 ou 3852-3021, para que ele possa ser avaliado.

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1 COMENTÁRIO

  1. Eu soube que desse de ano passado em São Paulo que tem tratamento para leshimaniose só que é caro o que fazer para prefeitura arcar com esse tratamento para quem ñão tem condições

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