Paulo Tavares e a investigadora Gabriela Braga, durante a coletiva de impreensa. Foto: Bell Silva

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a implantação das versões digitais do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) e da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo (ATPV). Os novos documentos eletrônicos foram instituídos pela Resolução nº 809/2020, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (18), o delegado regional Paulo Tavares Neto, da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil (4ª DRPC), em João Monlevade deu detalhes sobre o novo sistema e também sobre a Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo Eletrônica (ATPV-e). Também participou da coletiva a investigadora Gabriela de Souza Braga, responsável pelo Setor de Trânsito da 4ª DRPC.

Segundo o delegado os documentos não serão mais impressos em papel moeda.Os antigos CRVs, emitidos em papel moeda até 31 de dezembro de 2020, continuarão válidos por tempo indeterminado. Já os procedimentos de transferência de propriedade permanecem os mesmos. Portanto, quem possuir a antiga versão do documento não precisará realizar a solicitação de um novo Certificado de Registro de Veículo Eletrônico (CRV-e).

A nova versão CRLV eletrônico, que começou a valer no dia 4 de janeiro de 2021, foi integrada ao Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo digital (CRLV-e), que está disponível desde o ano passado para acesso no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT), no site do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) ou no Portal de Serviços do Denatran.

De acordo com Gabriela Braga o usuário que optar por portar o documento apenas no App, o celular deve estar sempre pronto para uso. “Caso o condutor for parado pela polícia e o celular estiver descarregado e não estar portando o documento impresso, ele poderá ser multado por estar sem o CRV. Quem não tiver uma impressora em casa poderá procurar a Delegacia e solicitar a impressão”, disse ela.

Gabriela lembrou ainda que, com a versão digital, que o documento pode ser compartilhado nos celulares dos condutores de um mesmo veículo.

ATPV

De acordo com Gabriela Braga, a ATPV se desvinculou do CRV (antigo DUT) e se transformou na ATPV-e, o documento o qual o comprador e o vendedor declaram estar de acordo com a transferência do veículo. O documento será emitido apenas em casos de venda do veículo, explicou Gabriela Braga.

Para isso, o proprietário (vendedor) deverá solicitar ao Detran-MG, de forma gratuita, a emissão da ATPV-e. O documento poderá ser impresso em papel branco comum, A4, no site do órgão de trânsito estadual.

Com a ATPV-e em mãos, os procedimentos para a transferência de propriedade continuam os mesmos: comprador e vendedor assinam o documento, reconhecem firma em cartório e, por fim, o novo proprietário deve efetivar a transferência no Detran-MG.

De acordo com o Contran, posteriormente, a ATPV-e poderá ser utilizada totalmente na versão eletrônica. Quando a funcionalidade estiver disponível, e vendedor e comprador possuírem os requisitos necessários para assinatura eletrônica da ATPV-e, o preenchimento e a assinatura poderão ocorrer nos sistemas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão da União, ou dos Detrans, nos estados.

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