A delegada Camila Batista Alves, pediu que a comunidade ajude a identificar o autor do estupro à universitária da UEMG, na última sexta-feira (29). A policial disse que não vai descansar enquanto o marginal não for preso. Qualquer informação sobre o suspeito pode ser comunicada à polícia. Os telefones são: o 3852-1166, o 190 ou o 181.

A princípio, a polícia trabalhava com a hipótese de o autor ser um morador da cidade de Bela Vista, o fato foi descartado, após a estudante ser ouvida nesta segunda-feira.
Segundo a vítima, o estuprador vestia camisa preta, bermuda escura, tinha um cordão de prata e uma mochila. “Qualquer informação sobre o autor pedimos que nos repassem. Alguém deve ter visto ele na porta da faculdade”, apontou a delegada.

O local onde ocorreu o estupro tem pouca iluminação, estava cheio de mato e não possui câmeras de segurança nos arredores, o que dificulta as investigações. Outro entrave é que na sexta-feira a faculdade estava mais vazia que o habitual. “As denúncias vão nos ajudar a traçar uma linha de investigação. A vítima está muito sensibilizada e precisa da ajuda da comunidade para identificar esse homem. Lembramos que todos os policiais estão empenhados e não vamos parar enquanto não dermos uma resposta à sociedade. Uma hora ele vai aparecer”, falou a delegada.

O crime mobilizou João Monlevade e na tarde dessa segunda uma manifestação tomou as ruas da cidade. O movimento saiu da UEMG e foi até a praça do povo. Além de centenas de universitários envolvidos, a mobilização contou também com o apoio de integrantes da Associação Mulheres em Ação de João Monlevade (AMA-JM), do padre Marcos José Almeida, de diretores e professores da instituição de ensino e da Cia de Teatro Os Issos.

Força-tarefa da PM

O comandante da Polícia Militar de João Monlevade, major André Pedrosa, enfatizou que desde a data da violência contra a universitária, a PM está empenhada e adotando providências possíveis para identificar e elucidar crime. “No final de semana todas as equipes foram a campo e criamos uma força-tarefa para efetuar a prisão do indivíduo. Além disso, temos militares à disposição da Polícia Civil para trabalharem em conjunto”, disse o comandante da PM.

Em relação ao policiamento no entorno da UEMG, o major André disse que não na UEMG, mas em todas as instituições de ensino a PM vai voltar o policiamento para ações preventivas. “Hoje estiveram reunidos com representantes das faculdades e estamos reforçando o policiamento de forma estratégica e racional. Todas as medidas estão sendo adotadas de forma a atender as demandas que estão surgindo”, ponderou.

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4 COMENTÁRIOS

  1. Já vi isso antes… ficaram na porta da faculdade um mes e depois não apareceu lá mais.. e nem esperavam os alunos sair de lá.. dava 22:30 já iam embora e centenas de estudantes ficavam lá ainda a mercer de ladrões…

  2. […] A mobilização é motivada pelo estupro de uma estudante de engenharia da universidade, no final de semana. A jovem, de 21 anos, foi atacada ao sair da escola. O estuprador coagiu a vítima com uma arma. Ela foi amarrada numa árvore com a sua própria blusa, agredida e estuprada. Não há pistas do autor da atrocidade. (Clique aqui e leia o apelo da delegada que cuida do caso). […]

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