Paulo Tavares disse que novas oitivas serão feitas. Foto: Kátia Passos/O Popular

Durou quase três horas os trabalhos de reconstituição do acidente, que envolveu um ônibus da empresa Localima, no km 350 da BR-381, em João Monlevade, na sexta-feira (4) que deixou 19 mortos e 26 feridos.

A Polícia Rodoviária Federal fechou o trânsito, nos dois sentidos, às 10h para os trabalhos da Polícia Civil, que terminaram por volta das 12h45. Por volta das 13h o trânsito foi liberado totalmente no local.

Advogada Carolina durante coletiva Foto: Kátia Passos

Ao final da reconstituição, a advogada Carolina Tessarolo Zerbini, que atua na defesa do motorista do ônibus, Luiz Viera de Lima, falou com a imprensa. “O motorista tem mais de 20 anos de profissão, ele não é um motorista inexperiente, fazia essa rota há mais tempo e já trabalhou em outras empresas. Falaram que a carteira dele estava vencida, o que não é verdade, que ele evadiu do local, mas ele fugiu com medo como foi dito. Ele está muito consternado e abalado, foi uma tragédia e agora vamos esperar a conclusão da perícia”, disse Carolina Tessarolo.

A chefe da Perícia Técnica da Polícia Civil, de João Monlevade, Karina Martins, disse que “a reconstituição ajudará a comparar os levantamentos feitos no local e ver se todas as questões são coerentes com os achados no dia da tragédia”.

Chefe da Perícia Técnica da Polícia Civil, de João Monlevade (Kátia Passos)

O delegado regional, Paulo Tavares Neto, disse que foi uma das perícias mais importantes do processo. Segundo ele, foi extremamente necessária a reconstituição. Novas diligências e oitivas serão feitas. Até o momento, o inquérito policial conta com 14 oitivas formalizadas, incluindo vítimas, testemunhas, o motorista e uma representante da empresa de ônibus. Outras sete pessoas foram ouvidas nos levantamentos da equipe de investigação.

A Delegacia de Polícia Civil em João Monlevade segue com a investigação para apurar a dinâmica do acidente.

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