Ordem dos discursos de cada candidato foi definida em sorteio nesta quarta-feira (13)
Flávio Soares/Câmara dos Deputados – 13.7.16

Ordem dos discursos de cada candidato foi definida em sorteio nesta quarta-feira (13)

Inicialmente prevista para começar às 16h desta quarta-feira (13), a sessão que irá definir o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no comando da Casa foi iniciada somente agora há pouco, às 17h30. A eleição, no entanto, irá começar somente quando for atingido o quórum mínimo de 257 deputados.

Ao todo, 18 deputados se candidataram para assumir a presidência da Câmara em um mandato que se encerrará em fevereiro de 2017, porém quatro deles decidiram retirar o registro: o primeiro-secretário da Casa, Beto Mansur (PRB-SP), a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e os deputados Fausto Pinato (PP-SP) e Heráclito Fortes (PSB-PI).

Mansur, que até então era tido como um forte concorrente, decidiu apoiar o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), na disputa. ?Eu não quero ter surpresas no segundo turno. Precisamos de um presidente da Câmara que seja da base de apoio ao governo do presidente Michel Temer”, ressaltou Mansur.

Já Maria do Rosário, única petista que havia se candidatado para a eleição, desistiu do pleito pouco depois de o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, usar sua conta no Twitter para apoiar o candidato Marcelo Castro (PMDB-PI). ?Leal a Dilma, Marcelo Castro votou contra o golpe e apoia reforma política. Bom nome para derrotar o Cunha na Câmara?, publicou Falcão.

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Hoje é dia de festa, de democracia. Hoje é dia em que a Câmara vai se encontrar e olhar para o futuro” ? Waldir Maranhão

Ex-ministro da Saúde de Dilma Rousseff, Marcelo Castro preocupa o Palácio do Planalto, que apoia a eleição de Rogério Rosso. O líder do PSD na Câmara demostrou força política poucos meses atrás, quando foi escolhido para presidir a Comissão Especial do Impeachment na Casa. Além da preferência de Temer, Rosso detém ainda o apoio de boa parte do chamado ?centrão?, grupo de partidos médios e pequenos.

Além da ameaça de Castro, a candidatura de Rosso também pode ser prejudicada pela força do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é apoiado pelo presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, além dos deputados do PPS e do próprio DEM.

Passo a passo da eleição

Temer, Agripino Maia e Aécio: senadores apoiam Rodrigo Maia; presidente prefere Rogério Rosso
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo – 13.7.16

Temer, Agripino Maia e Aécio: senadores apoiam Rodrigo Maia; presidente prefere Rogério Rosso

Cada candidato terá 10 minutos para fazer um discurso no Plenário apresentando as suas propostas. A ordem dos pronunciamentos definida em sorteio realizado nesta quarta-feira é a seguinte:

1. Rodrigo Maia (DEM-RJ)
2. Evair Vieira de Melo (PV-ES)
3. Miro Teixeira (Rede-RJ)
4. Giacobo (PR-PR)
5. Cristiane Brasil (PTB-RJ)
6. Luiza Erundina (PSOL-SP)
7. Fabio Ramalho (PMDB-MG)
8. Carlos Manato (SD-ES)
9. Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO)
10. Marcelo Castro (PMDB-PI)
11. Rogério Rosso (PSD-DF)
12. Gilberto Nascimento (PSC-SP)
13. Esperidião Amin (PP-SC)
14. Orlando Silva (PCdoB-SP)

Após os discursos dos candidatos, terá início o processo de escolha do novo presidente, por meio de votação secreta, registrada nas urnas eletrônicas instaladas no Plenário.

Se nenhum deputado obtiver a maioria dos votos dos deputados presentes no primeiro turno, o segundo turno entre os dois mais bem votados acontecerá uma hora depois do encerramento da primeira votação, e cada candidato terá novamente 10 minutos para falar. Então, quem tiver maior número de votos será eleito.

Acompanhe ao vivo a eleição na Câmara dos Deputados:

Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso dentre os de maior número de legislaturas na Casa.

A previsão inicial da secretaria-geral da Mesa Diretora da Casa apontava que o resultado da eleição deveria ser conhecido antes da meia-noite. Com o atraso de três horas para iniciar a sessão, não foi divulgada uma nova previsão.

Eduardo Cunha

A eleição para a presidência da Câmara ocorre seis dias após o então presidente da Casa, Eduardo Cunha, renunciar ao cargo.

Afastado de suas funções como deputado federal desde maio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha enfrenta um processo que pede a cassação definitiva de seu mandato. O peemedebista é acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido em depoimento à extinta CPI da Petrobras.

Durante esse período em que Cunha esteve impedido de frequentar a Câmara dos Deputados, a presidência da Casa esteve sob a batuta de Waldir Maranhão (PP-MA). O deputado, no entanto, não foi capaz de se impor perante os colegas e se isolou de vez no episódio em que decidiu anular a votação que aprovou a admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Essa decisão foi revogada menos de 24 horas depois.

Antes do início da sessão desta quarta-feira, Maranhão disse acreditar que a eleição será “tudo aquilo que o Brasil merece e precisa”. “Hoje é dia de festa, de democracia, hoje é dia em que a Câmara vai se encontrar e olhar para o futuro”, afirmou o pepista.

*Com informações da Agência Câmara

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