O número de desempregados no Brasil aumentou na penúltima semana de setembro, alcançando 14 milhões de pessoas.

De acordo com a Pnad Covid19, divulgada na última sexta-feira (16) pelo IBGE, o contingente é o maior observado desde o início do levantamento, na primeira semana de maio, quando 9,8 milhões de trabalhadores estavam em busca de uma oportunidade de emprego.

Essa última edição da pesquisa foi feita entre os dias 20 e 26 de setembro, período em que a taxa de desocupação no Brasil chegou a 14,4%. Na semana anterior, o país tinha 13,3 milhões de desempregados, número que representava uma taxa de desocupação de 13,7%.

Segundo a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, a alta no desemprego ao longo de todo o período analisado está relacionada com a flexibilização do isolamento social e a retomada das atividades econômicas.

O levantamento revela que a população ocupada, estimada em 83 milhões de pessoas na penúltima semana de setembro, permaneceu estável. O dado também sugere que o desemprego foi pressionado por um maior número de brasileiros procurando uma vaga no mercado de trabalho.

Ainda de acordo com o IBGE, outro indicador que se manteve estável se refere ao contingente que não estava trabalhando nem procurava emprego: eram cerca de 73,4 milhões de pessoas na penúltima semana de setembro contra 76,2 milhões nos primeiros sete dias de maio.

A pesquisa mostrou também uma redução no número de trabalhadores informais. Na primeira semana de maio, o país tinha quase 30 milhões de pessoas na informalidade, número que caiu para 28,4 milhões nessa edição.

Apesar de avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, usada como indicador oficial do desemprego no país. O IBGE informou que esta foi a última edição semanal da pesquisa. A partir de agora, os dados serão divulgados mensalmente.

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