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À Agência Pública, Dilma falou sobre alianças partidárias e criticou postura do PSDB
Roberto Stuckert Filho/PR/Fotos

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À Agência Pública, Dilma falou sobre alianças partidárias e criticou postura do PSDB


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Presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou que pretende fazer um “governo de transição” caso não seja condenada no processo de impeachment no Senado Federal. Em entrevista à Agência Pública, publicada nesta segunda-feira (27), Dilma disse que teria um governo de dois anos, até 2018, para garantir a “qualidade da democracia no Brasil”.

Quando o assunto chegou à promessa recente de chamar um plebiscito para a convocação imediata de novas eleições presidenciais, Dilma desconversou. “Não, não. Está em discussão esse projeto. Não existe ainda um consenso. Isso é apenas uma das propostas que foram colocadas na mesa para avaliação.”

Dilma Rouseff afirmou que seria necessário recompor sua base de apoio no Congresso Nacional e que tentaria combater o presidencialismo de coalizão. Sem citar diretamente o PMDB ou o presidente em exercício, Michel Temer, a petista disse que mudaria suas alianças. “Não tem mais como recompor”, admitiu.

A presidente eleita reforçou ainda a tese de que sofre um “golpe parlamentar” e acrescentou não saber se irá pessoalmente ao Senado para se defender no processo de impeachment. Dilma voltou a insistir que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é o homem por trás da gestão Temer.

?Endireitou?

A presidente criticou o processo pelo qual atravessa o País, em que pautas de direita ganham força. Dilma acusou o PSDB, partido que contrapôs o PT nos últimos anos, de cometer um “gravíssimo equívoco político”.

“Primeiro perdeu a cara porque endireitou. Mas endireitou não só do ponto de vista dos projetos econômicos ou políticos. Endireitou do ponto de vista dos valores. Se misturou no movimento e deu força a ele. E estimulou, organizou e propôs um movimento que era baseado em algumas questões inadmissíveis. Como é que o PSDB se mistura com um movimento que defende o golpe militar? Como é que é possível tratar de uma situação em que os direitos individuais e coletivos mais básicos são desrespeitados?”, questionou.

Delação de Marcelo Odebrecht deve revelar movimentação de caixa 2 em campanhas de Dilma
Antonio Melo/Agência de Notícias Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo – 20.6.15

Delação de Marcelo Odebrecht deve revelar movimentação de caixa 2 em campanhas de Dilma


Odebrecht

Dilma classificou de “estarrecedor” o questionamento das entrevistadoras sobre informações vazadas do processo de delação de Marcelo Odebrecht. “Acho estarrecedor me perguntar sobre o Marcelo Odebrecht, que nem concluiu a sua delação premiada. Tirante a hipótese de que o seu jornal ? e aqui eu vou engrossar ? tenha uma escuta dentro da cela, ou do lugar onde ele está fazendo a delação, vocês não têm o direito de me perguntar nada” afirmou, ao reclamar do “uso político das investigações da Lava Jato”.

Se as notícias envolvendo a delação do empresário impactam suas chances no impeachment, Dilma disse que não. “Estou em um nível de vacinação absoluta contra isso.” Segundo informações veiculadas na imprensa, em sua delação premiada, Odebrecht deve admitir que controlava pessoalmente repasses de caixa dois para as campanhas presidenciais da presidente afastada.

?Espontânea pressionada?

Ao falar sobre o processo que a levou a ser candidata presidencial em 2010, Dilma afirmou que houve um peso na proposta de Lula pelo fato que ela seria a primeira presidente mulher do País, mas que esse não foi o principal fator.

Dilma admitiu que não tinha pretensão de ser presidente da República, mas que não poderia negar a indicação. “É quase público e notório que eu não tinha a menor pretensão de ser presidenta, tampouco de concorrer a nenhum cargo eletivo naquele então. Foi assim, uma coisa ‘espontânea muito pressionada'”, resumiu.

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