Dilma Rouseff voltou a afirmar que é vítima de um golpe e que impeachment é vingança de Cunha
Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rouseff voltou a afirmar que é vítima de um golpe e que impeachment é vingança de Cunha


Em entrevista, a presidente afastada Dilma Rouseff fez leve elogio à atuação de Henrique Meirelles, ministro da Fazenda empossado pelo presidente interino, Michel Temer ? mas não poupou críticas à política econômica do atual governo. À Rádio Capital, ela reivindicou a queda da inflação e declarou acreditar na derrota do processo de impeachment no Senado Federal.

Questionada sobre o porquê de não ter indicado Meirelles para o Ministério da Fazenda em seu governo ? medida fortemente incentivada pelo ex-presidente Lula ? Dilma se limitou a afirmar que o atual ministro ?é uma pessoa competente na área dele?. E completou: ?Eu não considero que Henrique Meirelles representa este governo como um todo.”.

A presidente afastada, no entanto, criticou propostas de corte de gastos com educação e saúde e destacou que o governo interino está tratando a meta fiscal como um “cheque em branco”.

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Dilma declarou notar que a inflação está diminuindo e creditou a conquista à sua gestão. “As condições para a inflação cair foram sendo construídas durante meu governo”, afirmou, dizendo acreditar que o arrefecimento dos preços abre a possibilidade de corte de juros.

Ministro de Temer, Henrique Meirelles foi classificado por Dilma Rouseff como
Elza Fiuza/Agência Brasil

Ministro de Temer, Henrique Meirelles foi classificado por Dilma Rouseff como “competente”


Impeachment

Na mesma entrevista, Dilma Rouseff voltou a falar em crise internacional e a condenar o que chama de “golpe”, além de fazer uma série de críticas ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável pela abertura do impeachment contra ela.

“Eu tenho divergências com Cunha desde quando ele assumiu a liderança do PMDB no meu primeiro mandato, por não concordarmos em vários projetos, como no caso do marco regulatório dos portos”, afirmou.

Ainda sobre seu afastamento, a presidente reforçou que o processo de impeachment é fruto de uma ?vingança pessoal? do deputado afastado e que a saída de Cunha da presidência da Câmara dos Deputados diminuirá o poder do grupo de aliados do parlamentar, que insistem em pautas conservadoras.

Por fim, a presidente afastada disse acreditar na derrota do processo de impeachment no Senado Federal, que vai à votação no final de agosto. “Quando voltar, vou ter de enxugar muita coisa, tem muita coisa errada sendo feita”, criticou. “Tenho uma obrigação, porque o Brasil passou por uma ruptura democrática e sou responsável por colar isto de volta.?

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